Por Fernanda Pressinott | De São PauloReceita e lucro globais da Bunge têm forte retração

Por Fernanda Pressinott | De São Paulo
A americana Bunge, uma das maiores empresas de agronegócios do mundo, informou ontem que registrou lucro líquido de US$ 86 milhões no segundo trimestre deste ano, 70,1% menos que no mesmo período do ano passado. No primeiro semestre, entretanto, o lucro aumentou 26,9%, para US$ 349 milhões.

As vendas da Bunge também tiveram queda expressiva no segundo trimestre – de 35,8%. A receita com as vendas somou US$ 10,78 bilhões no período, ante US$ 16,79 bilhões um ano antes. No semestre, o recuo foi de 28,6%, para US$ 21,59 bilhões.

O lucro antes de juros e tributos (Ebit) somou US$ 167 milhões no segundo trimestre, com forte recuo – de 60% – em relação ao mesmo período um ano antes. No semestre, o Ebit somou US$ 540 milhões, com alta 9,53%.

Em comunicado, o CEO da Bunge, Soren Schroder, disse que as condições no trimestre "foram mais desafiadoras do que imaginava". No segmento "agribusiness", diz, as margens com oleaginosas foram fracas, assim como no processamento dos grãos, porque os produtores brasileiros seguraram seus produtos e não investiram na produção.

Além disso, segundo Schroder, "na área de alimentos e ingredientes, as margens e os volumes de venda sofreram forte pressão no Brasil, especialmente no segmento de óleos comestíveis, em meio a problemas econômicos no país".

Conforme a empresa, as vendas líquidas da divisão de agronegócio somaram US$ 7,74 bilhões no trimestre, 39,8% menos que no mesmo período de 2014. Na divisão de derivados de óleo, as vendas caíram 20,6% no trimestre comparadas ao mesmo período de 2014, para US$ 1,67 bilhão. Já a área de produtos para moagem teve vendas líquidas de US$ 409 milhões no trimestre (queda de 26%). No segmento de açúcar e energia, as vendas líquidas somaram US$ 881 milhões nos três meses encerrados em junho, 25,7% menos que no mesmo intervalo de 2014.

Por Fernanda Pressinott | De São Paulo
Fonte : Valor