POLÍTICA – À bancada sulista, Kátia Abreu reitera cuidado com sanidade das frutas

Setor produtivo elogiou medidas do Mapa para evitar entrada de pragas no Brasil

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Kátia Abreu, recebeu nesta terça, dia 8, deputados e senadores do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná para falar sobre sanidade na produção de maçãs e subvenção do seguro agrícola.

Kátia Abreu reiterou a atenção constante do Mapa pela inocuidade dos alimentos, especialmente em relação à praga Cydia Pomonella, que atinge plantações de maçã, mas está erradicada no Brasil. Para exemplificar a preocupação da pasta, a ministra destacou a suspensão, em março, da importação de maçã, pera e marmelo da Argentina devido à ocorrência da doença nos produtos enviados por aquele país.

“Contem comigo para proteger a sanidade dos nossos alimentos. Vamos apertar o jogo e não permitiremos que doenças e pragas ameacem nossas lavouras”, disse a ministra, que destacou também que defesa agropecuária é a prioridade da pasta e não sofrerá cortes mesmo diante de ajustes orçamentários.

A audiência foi acompanhada por diversos deputados e senadores da região Sul, entre eles a senadora e presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, Ana Amélia (PP-RS) e do deputado Mauro Mariane (PMDB-SC), além de representantes de produtores.
 
A bancada elogiou as medidas adotadas pelo Mapa em relação à sanidade das maçãs, com destaque para a criação do Moscasul, centro de manejo integrado para combate à mosca-das-frutas no sul do país. Em setembro, a ministra anunciou R$ 2 milhões para a construção do complexo.

O setor produtivo pediu a publicação do plano de contingência da Cydia Pomonella e da análise de risco da praga na pera, a fim de que a comunidade científica acompanhe as medidas. Os pedidos tiveram apoio de Kátia Abreu.

Seguro agrícola

Os produtores pediram um aporte adicional no seguro agrícola para a fruticultura nos três estados do Sul. A ministra ponderou que o orçamento da subvenção de 2015 está restrito devido ao pagamento do seguro do ano passado. “Eu compreendo a situação de vocês, mas houve um desarranjo porque tivemos que pagar as subvenções de 2014 este ano”, explicou Kátia.

A ministra, porém, afirmou que o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) pode ganhar reforço em 2016, passando de R$ 400 milhões para R$ 750 milhões. O Mapa negocia com os ministérios da Fazenda e do Planejamento e com o Tesouro Nacional o remanejamento de R$ 350 milhões do Programa de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) para o seguro rural.

Mapa/Divulgação

Fonte: Canal Rural