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Polêmica nos Estados Unidos sobre uso de aditivo pode afetar demanda por carne bovina

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Processadoras removem a gordura de sobras de cortes dos animais e, em alguns casos, tratam a carne com hidróxido de amônia, chamado de lodo rosa por críticos

The Associated Press

Foto: The Associated Press

Carne moída feita de sobras dos cortes dos animais é tratada com hidróxido de amônia

A polêmica gerada nos Estados Unidos pelo uso de um produto que é adicionado à carne moída, chamado de "lodo rosa" por críticos, tem afetado negativamente a demanda por carne bovina no curto prazo, informou nesta terça, dia 27, o executivo-chefe de operações da Tyson Foods, Jim Lochner, durante uma apresentação a investidores.

O aditivo é feito de sobras dos cortes dos animais. Eles são aquecidos a cerca de 38 graus e centrifugado para remover a gordura. As processadoras, em alguns casos, tratam a carne com hidróxido de amônia para matar bactérias tais como E. coli e salmonela.

A polêmica, que levou várias redes de supermercados e dos Estados Unidos a anunciar que não venderiam carne contendo o produto devido a reclamações de consumidores, "tem pressionado bastante o consumo de carne moída", afirmou Lochner.

Ele acrescentou, no entanto, que a controvérsia deve ser algo momentâneo e que a demanda deve se recuperar rapidamente. No longo prazo, o executivo disse que a eliminação do produto resultará em um aperto da oferta e em preços mais altos.

– Provavelmente teremos uma redução de 2% a 3% na oferta de carne bovina – disse.

A Beef Products, uma das grandes produtoras do aditivo, informou nessa segunda, dia 26, que irá suspender a produção em três de suas unidades. A decisão foi tomada em meio à crescente oposição ao produto na internet.

O produto é usado há duas décadas, e o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, por sua sigla em inglês) afirma que ele é seguro. Segundo a Cargill, quase 385,5 mil toneladas do aditivo são usadas na carne moída por ano, o equivalente a 1,5 milhão de cabeças de gado. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Ruralbr | AGÊNCIA ESTADO, COM INFORMAÇÕES DA AP