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Plantio de árvores em nascentes é reforçado em São José dos Campos

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O programa de revitalização das minas d’água começou a ser implantado em 2006 e já promoveu a conservação de 33 fontes localizadas dentro do perímetro urbano, além de recompor a flora

Técnicos buscaram ainda um maior ganho na biodiversidade vegetal

Técnicos buscaram ainda um maior ganho na biodiversidade vegetal
Foto: Julio Ottoboni

São José dos Campos – Na busca por revitalizar as nascentes de água dentro de seu território, a prefeitura de São José dos Campos fechou o semestre deste ano com o plantio de árvores nativas em cinco vertedouros, que estão inseridas no Programa Revitalização de Nascentes. Foram plantadas 2.100 mudas nativas dos biomas da bacia do Rio Paraíba do Sul.

O programa busca revitalizar e preservar os locais formadores de corpos d’água com o plantio de árvores e a recomposição da mata que existia no lugar. O Rio Paraíba do Sul, responde pelo abastecimento de aproximadamente 18 milhões de habitantes, moradores das cidades situadas na bacia que é formada por rios, córregos e riachos dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro e é a principal fonte de abastecimento da região metropolitana da capital fluminense.

O programa Revitalização de Nascentes teve início em 2006 e promoveu a conservação de 33 nascentes localizadas dentro do perímetro urbano. Seu principal aspecto é a recomposição da flora existente, que é reforçada com espécies nativas. Entre as ações está a formação de matas ciliares em Áreas de Preservação Permanente (APP).

Os técnicos procuraram também um maior ganho na biodiversidade vegetal e da fauna típica das áreas atendidas. Para isso foram plantadas espécies como o cedro rosa, ipê amarelo, ipê verde, jerivá, suinã, tucaneiro, palmito juçara e diversas espécies de árvores frutíferas. As regiões atendidas estão nas zonas leste e sul, além das nascentes que formam os córregos Pararangaba, Alambari, Veados, Ribeirão Vidoca e Senhorinha, afluentes do Paraíba.

Recuperação

Após anos de abandono, o programa foi retomado neste ano, no dia 22 de março, Dia Mundial da Água, elencando cinco áreas para receber os plantios. Até o final do semestre, a meta é ampliar para 12 o número de áreas com monitoramento e conservação. A recuperação de parte das nascentes é identificada por uma mudança da paisagem do lugar.

Após a vegetação ser reestabelecida, se inicia um longo e demorado processo de revitalização das nascentes. Vertedouros inseridos no ambiente urbano são vulneráveis à degradação, como o depósito irregular de lixo e entulho, a depredação das espécies e queimadas da vegetação, aterros, entre outras interferências nocivas. Um dos pontos do fortalecimento do processo de recuperação do meio ambiente degradado é a educação ambiental. As escolas e as comunidades existentes no entorno da área de nascente são "focos de sensibilização". E é essencial o envolvimento de estudantes e professores nas etapas de preservação, integrados a um programa pedagógico específico para essa finalidade.

Sensibilização

Neste segundo semestre, a Prefeitura pretende seguir com capacitação de professores para o Projeto de Educomunicação Socioambiental, que utiliza a linguagem audiovisual como instrumento de informação e sensibilização sobre a preservação das nascentes. O ápice do processo será a 5ª Mostra de Vídeos Ambientais, promovida no município.

Dentro dos programas de educação ambiental, o Borboletário Municipal Asas de Vidro, localizado no Parque da Cidade Roberto Burle Marx, também ganhou um novo destaque. As visitas monitoradas que podem ocorrer durante a semana, apresentam as fases do ciclo de vida das borboletas e suas funções dentro do meio ambiente e na composição de diversos ecossistemas.

No primeiro semestre deste ano, o borboletário recebeu mais de 1.300 visitantes, entre grupos agendados, escolas e outras instituições. Eles são atendidos por uma equipe de educadores, que pertence à Secretaria de Urbanismo e Sustentabilidade.

Julio Ottoboni

Fonte : DCI