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Plano Safra terá R$ 186,4 bi e menos subsídios ao custeio

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Rio grande Barao de Cotegipe45Daniel Castellano-k6gE-U201421697171r6-1024x735@AGRO-Web

A nova safra terá um volume maior de recursos carimbados para o agronegócio, contará com operações de custeio e investimento com juro 1 ponto percentual mais baixo, além de prazos de pagamentos mais curtos e a recomposição do orçamento para linhas de investimento.

O Plano Safra 2017/2018, o primeiro inteiramente da lavra de Michel Temer e Blairo Maggi, terá um volume total de R$ 186,4 bilhões, apurou o Blog. É um valor ligeiramente superior aos R$ 185 bi reservados para o agronegócio na atual temporada. Desse total, o governo garantirá o financiamento de R$ 64 bi em recursos a juros subsidiados, com equalização bancada pelo Tesouro Nacional. As taxas no custeio oficial ficarão em 8,5% ao ano.

O teto dos subsídios autorizados pelo governo recuou de R$ 11,2 bi para R$ 9,9 bi para a nova safra. A pedida inicial do Ministério da Agricultura era de R$ 14,6 bilhões.

Em resumo, vai ficar mais caro ao produtor o “mix” final do custeio da nova safra, mesmo com juros levemente menores. A limitação dos subsídios levará o produtor a contratar recursos a taxas fixadas pelos bancos, públicos e privados, e a correr atrás de mais dinheiro das tradings e das multinacionais financiadoras do pacote tecnológico. E esses juros são mais sempre mais caros. Mesmo com a queda da taxa básica da economia, a Selic, a 9% ou 10% ao ano, os juros fora do Plano Safra serão bem mais salgados.

Os debates com a área econômica do governo foram tensos e, por vezes, em tom exasperado. A Agricultura queria mais subsídios para aumentar a montanha de equalização. Mas o Ministério da Fazenda não topou. O pretexto maior foi o teto de gastos imposto no fim do ano passado a todas as despesas do governo federal. A Emenda Constitucional 95, a antiga PEC do Teto, limitou o reajuste dos gastos do ano seguinte ao índice oficial da inflação do ano anterior. Para 2017, o IPCA deve ficar entre 4% e 5%. Assim, o Plano Safra ficou na berlinda, já que o juro real no custeio (a taxa nominal descontada a inflação) deverá ficar perto de 3,5% ou 4% ao ano.

E o o limite dos subsidios seria ainda menor, de R$ 8,7 bi, não fossem as altercações nos prazos de pagamento das operações de custeio e investimento. No custeio, o prazo passa a ser de 14 meses, e não mais de 24 meses. No investimento, cujos prazos variam de 6 anos (programa ABC) a 15 anos (armazenagem), haverá uma redução para 10 a 12 anos, a depender da linha.

Todos os detalhes do novo Plano Safra devem ser conhecidos na próxima semana durante o anúncio oficial pelo presidente Temer, no Palácio do Planalto.

Publicado por: maurozanatta

Fonte Canal Rural