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Plano Safra se apoia na renda agrícola

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Fonte: GAZETA DO POVO – PR

Uma série de mudanças nas regras do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) permitem que um mesmo produtor tome volume de recursos maior na safra 2011/12. Estão sendo beneficiados pecuarias, produtores de cana e projetos agrícolas que reduzem a emissão de gases do efeito estufa.

Por outro lado, o reajuste no valor geral destinado à agricultura comercial somente acompanhou a inflação. Ou seja, os R$ 107,2 bilhões, confirmados sexta-feira pela presidente Dilma Rousseff, em Ribeirão Preto (SP), não representam aumento real, aponta a Federação da Agricul­­tura do Paraná (Faep).

Para a AGRICULTURA FAMILIAR, o orçamento deve ser de R$ 16 bi­­­lhões, o mesmo da safra 2010/11. O anúncio oficial deve ocorrer dia 30, em Francisco Beltrão, Sudoeste do Paraná. Um dos principais argumentos do PAP para a oferta de R$ 123 bilhões – abaixo dos R$ 140 bilhões esperados pelo agronegócio – é a ampliação da renda do setor.

O governo argumenta, no próprio PAP da agricultura co­­­mercial, que a produção de GRÃOS cresceu 8,2%, para 161,5 milhões de toneladas, no último ano. Houve ampliação de 3,8% na área plantada e de 4,2% na produtividade, conforme a Com­­­panhia Nacional de Abaste­­cimento (CONAB).

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aponta que houve "in­­­­cremento de 8,3% no Valor Bruto da Produção (VBP) das principais lavouras". O VBP deve chegar a a R$ 196 bilhões em 2010/11. Entre as culturas mais lucrativas, o Mapa cita algodão, arroz, café, feijão, laranja, mandioca, milho, soja e uva, grupo responsável por 73% do valor da produção.

"Os preços dos produtos agropecuários tiveram elevação, mas os custos de produção apresentaram uma variação negativa, comparativamente à safra anterior", rebateu o governo, que anunciou o PAP sob críticas do setor produtivo. Os R$ 107,2 bilhões são para custeio, investimento, comercialização e subvenção ao seguro rural.