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Plano Safra RS amplia crédito para R$ 2,4 bilhões

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CAMILA RODRIGUES/ PALÁCIO PIRATINI/DIVULGAÇÃO/JC

Governador fez o lançamento da segunda edição do pacote gaúcho

Governador fez o lançamento da segunda edição do pacote gaúcho

A manhã de quinta-feira foi de revisão de cálculos, segundo o governador Tarso Genro, que anunciou a previsão de aplicação de R$ 2,4 bilhões no Plano Safra RS, que neste ano emplaca a sua segunda edição. O valor supera em R$ 900 milhões a estimativa divulgada pelo Palácio Piratini no dia anterior.
Em seu pronunciamento, o chefe do Executivo ressaltou a importância do trabalho conjunto do governo e das instituições financeiras estaduais (Banrisul, Badesul e Brde) na ampliação do valor. “É necessária muita responsabilidade para lidar com recursos públicos e para compatibilizar a ação das instituições financeiras com as decisões do governo. Isso é o que possibilita a criação de programas como esse”, afirmou Tarso Genro.
A previsão do Estado é aplicar R$ 1,7 bilhão em diversas linhas de crédito rural, através do Banrisul, R$ 280 milhões pelas operações do Badesul e R$ 250 milhões pelos canais do Brde. O restante será direcionado ao reforço de iniciativas das secretarias estaduais voltados para o meio rural. Estão contemplados programas de fomento, assistência técnica, educação, pesquisa e aprimoramento da infraestrutura.
Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan, o plano traz um conjunto de “boas novidades”, com destaque para a Garantia Safra (uma das ações de prevenção e combate aos efeitos da estiagem, que foi estendida a produtores que não têm acesso ao crédito), o aporte de R$ 10 milhões para o Fundo de Aval das Cooperativas e a criação do Bolsa Jovem, que incentiva os jovens do meio rural a estudar e a se vincular às atividades produtivas do local onde moram. “O Plano Safra vai além do crédito e, pela inclusão social, pensa no desenvolvimento sustentável do campo”, avaliou Pavan.
Já o titular da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, lembrou que a política estadual é complementar ao Plano Safra Federal e, juntos, os programas somam R$ 16 bilhões para aplicação no Rio Grande do Sul. O plano estadual, disse Mainardi, preenche as lacunas das especificidades regionais deixadas de fora do programa federal – como no ano passado foi feito com recursos para a retenção de matrizes na ovinocultura, que agora foram incluídos no plano nacional. Segundo o secretário, o pacote gaúcho tem quatro grandes prioridades: a reestruturação das instituições públicas do Estado (como Fepagro, Irga e Cesa); o avanço no programa de irrigação; a transformação do Parque Assis Brasil e a recuperação da estrutura de defesa sanitária para implantar a rastreabilidade do rebanho.
Para Jorge Rodrigues, que representou a Farsul na cerimônia, o Estado enfrenta os desdobramentos de uma estiagem “inusitadamente severa” e, por isso, precisa unir forças para garantir um efetivo seguro para a produção que, segundo ele, só é alcançado com a irrigação. Celso Ludwig, coordenador-geral da Fetraf Sul, a disponibilidade de recursos já não é o problema maior, mas sim a falta de gente trabalhando na assistência técnica. Para o líder dos trabalhadores o Estado precisa perseguir a proporção de um técnico para cada 100 produtores.

Fonte: Jornal do Comércio | Clarisse de Freitas