Plano de Logística Sustentável consolidará políticas ambientais do Judiciário gaúcho

As Juízas Coordenadoras do Sistema de Gestão Ambiental do TJRS, Cíntia Teresinha Burhalde Mua e Patrícia Antunes Laydner, apresentaram hoje (12/8) ao Presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Desembargador José Aquino Flôres de Camargo, o Plano de Logística Sustentável do Poder Judiciário Estadual. A ideia é adotar modelos de gestão organizacional e de processos estruturados na promoção da sustentabilidade ambiental, econômica e social no âmbito do TJ e das Comarcas do Interior gaúcho. O documento, que deverá passar por votação no Conselho da Magistratura do TJRS, representa a consolidação das políticas sustentáveis que já vêm sendo desenvolvidas pela Corte gaúcha.

Acompanhadas do Juiz-Corregedor Fábio Vieira Heerdt, da Coordenadora do ECOJUS (Programa de Educação e Proteção Ambiental e de Responsabilidade Social do TJRS), Sônia Maria Pires, e do Assessor da Assessoria de Gestão Estratégica e Qualidade (AGEQ), Caio Mário Franco Netto da Costa, as magistradas detalharam o Plano, suas linhas de ações, metas e projeções de economia.

A Juíza Patrícia explicou que o PLS passará a integrar o Plano Estratégico do TJRS e que cada Departamento será responsável pela implementação das ações em suas unidades. Também explanou sobre as três linhas de ação do documento: Econômica, aplicando os recursos de forma eficaz e incentivando o consumo de qualidade; ambiental, visando à gestão de resíduos e o uso de produtos ecologicamente corretos; e, finalmente, social, com a participação em projetos de cunho social e na qualidade de vida, afirmou a magistrada.

As magistradas destacaram algumas metas de uso racional de recursos, dentre os quais, de consumo de material de escritório, vigilância, combustível, manutenção e limpeza. A Juíza Patrícia também informou que o objetivo é reduzir em 3% o valor do gasto com reformas e novas unidades.


Magistradas Cíntia e Patrícia, responsáveis pelo Sistema de Gestão Ambiental,
apresentaram diretrizes ao Presidente Aquino (C)
(Foto: Janine Souza)

A ampliação da gestão de resíduos, já realizada no Judiciário, também está prevista no Plano de Logística Sustentável. A ideia é incentivar o aumento no uso de papel reciclável, a separação de resíduos, o envio de resíduos eletrônicos e de bens apreendidos para reciclagem e padronizar o descarte de pilhas e baterias.

Já a Juíza Cíntia Teresinha Burhalde Mua falou sobre as projeções de economia que a implantação das metas previstas no PLS poderão representar ao Poder Judiciário. Citou, como exemplo, o uso da Ecofont (tamanho 11, espaçamento simples), que poderá representar uma economia de 50% no gasto com papel e em 30% no uso de toner. Ainda de acordo com a magistrada, as metas de economia fixadas para os itens toner, energia elétrica, água e telefonia, juntas, poderão representam uma economia de R$ 934 mil para o TJ gaúcho.

Além disso, explicou que, com o apoio da AGEQ, a gestão ambiental do TJRS passará a contar com uma ferramenta inédita de gerenciamento matricial – GMA, que organiza as Comarcas do Estado em clusters de acordo com o volume de ingresso processual, permitindo comparar, dentro de um mesmo grupamento, os melhores e os piores comportamentos sob a ótica do consumo consciente e sustentável, destacar as melhores práticas, estabelecer premiações, dentre outras medidas.

O Presidente do Tribunal, Desembargador José Aquino Flôres de Camargo, elogiou o Plano de Logística Sustentável e se declarou um entusiasta do assunto, afirmando, também, que o documento vai ao encontro das demais iniciativas que o Poder Judiciário vem desenvolvendo com vistas à gestão eficiente. Também participou da reunião o Juiz Assessor da Presidência Luís Antônio Behrensdorf Gomes da Silva.

Fonte : TJRS