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Pinesso eleva aposta em algodão no Sudão

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Davilym Dourado/Valor / Davilym Dourado/Valor
"As variedades de soja usadas no Brasil não se adaptaram às condições de solo e clima do Sudão", lamenta Pinesso, que segue com os experimentos em milho

O Grupo Pinesso, que produz soja e algodão no Centro-Oeste brasileiro, vai colher neste ano algodão de uma área de 20 mil hectares no Sudão. Desse total, 10 mil hectares já foram plantados (não irrigados) e outros 10 mil (irrigados) terão cultivo iniciado nos próximos 15 dias, segundo o presidente do grupo, o empresário rural, Gilson Pinesso. Essa é a segunda safra em que o grupo brasileiro planta a pluma no país africano.

Trata-se de um avanço de 150% em relação aos 8 mil hectares cultivados no ano passado, segundo o executivo. No entanto, o projeto está atrasado em relação à programação inicial. "A intenção era ter plantado em 2011 também 20 mil hectares da pluma, no entanto, por causa dos conflitos políticos no país, não conseguimos concluir o planejamento", explica.

Pelo mesmo motivo, a equipe de brasileiros que trabalha no projeto (38 pessoas) teve dificuldades para realizar todos os manejos necessários na lavoura, o que provocou uma queda de 40% na produtividade da pluma. "Colhemos 2,2 mil quilos de algodão por hectare, quando o esperado era 3,7 mil quilos por hectare", lamenta o presidente do grupo, que atua no projeto em parceria com a empresa sudanesa Agadi.

Ele acredita que, nesta safra, em fase de plantio, a produtividade atinja a meta de 3,7 mil quilos. No Brasil, as áreas de algodão do produtor atingem produtividade média de 4,050 mil quilos por hectare.

O plano original do grupo, que iniciou a atuação no Sudão em 2009, era alcançar, em quatro anos, o cultivo de 100 mil hectares no Sudão, divididos entre soja e algodão. No entanto, os experimentos com a oleaginosa no país não vingaram. O problema, segundo o Pinesso, foi que as variedades de soja usadas no Brasil não se adaptaram bem às condições de solo e clima no Sudão. No entanto, segundo ele, os experimentos seguem com variedades de milho.

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Fonte: Valor | Por Fabiana Batista | De São Paulo