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Pesquisa mostra influência de ocupações agrícolas e urbanas no rio Piracicaba

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Qualidade e quantidade da água foram monitoradas durante 365 dias

por Globo Rural On-line

UltimoRomantico/CreativeCommons/Wikipedia

Rio Piracicaba (Foto: Wikipedia/Creative Commons)

Uma pesquisa do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Univerdade de São Paulo (USP), em Piracicaba, traz um resultado inédito sobre a influência das ocupações agrícolas, urbanas e industriais na qualidade e quantidade de água disponível no rio Piracicaba, maior afluente em volume de água do rio Tietê, em São Paulo.
Para a elaboração de sua tese, o doutorando Diego Vendramini coletou amostras do rio durante 365 dias, sempre na mesma hora e local. O resultado foi preocupante, principalmente pelo registro de porcentagens além do limite máximo permitido pelas entidades ambientais regulamentadoras. O pesquisador cita como exemplo, a quantidade de fosfato 32 vezes maior que o permitido e as altas cargas de carbono orgânico particulado e dissolvido, em outras palavras, coliformes fecais.
Sob coordenação do professor Jefferson Mortatti, a pesquisa levou em conta o fato de a deterioração das águas em bacias de drenagem estar intimamente relacionada com o crescimento e a diversificação das atividades humanas. Ele explica que “os resultados preliminares já se mostram de suma importância para a atuação dos orgãos ambientais regulamentários”.

Segundo informações da Agência USP, Vendramini concorda com o impacto dos resultados de seu estudo em definições futuras sobre o rio Piracicaba. E diz que “diante da detecção de espécies químicas inorgânicas, há como entender a necessidade de melhorias nos atuais sistemas de tratamento de esgoto.”
O pesquisador constata, no entanto, que “o processo de tratamento de esgoto deve ser melhorado não só em Piracicaba, mas também em todas as cidades integrantes da bacia hidrográfica”. Pois, além das concentrações de poluentes, a carga de carbono transportada diariamente chama a atenção, ou seja, “constatou-se a grande influência do homem na bacia do Piracicaba”, completa.

Fonte:  Globo Rural