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Pesquisa atribui falta de informação e insegurança em relação ao Código Florestal à baixa na procura por crédito sustentável

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Conforme Instituto Socioambiental, repasses do BNDES para a modalidade registraram queda no percentual em 2011

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Foto: Divulgação / clicRBS

Procura por crédito para produção sustentável é tímida, aponta estudo

A falta de informação e a insegurança em relação às regras do novo Código Florestal provocam baixa na procura por programas de crédito destinados à produção sustentável. De acordo com pesquisa do Instituto Socioambiental, divulgada nesta quinta, dia 29, em Brasília, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou 13,3% dos recursos previstos para essa modalidade em 2011. Em 2010, o índice registrado foi de 32%. Conforme o presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Paragominas (PA), Mauro Lúcio Costa, foram consultados produtores rurais de diversos Estados.

– O primeiro passo é o diagnóstico. O levantamento é essencial para, não só quantificar, mas localizar os seus passivos. Isso é falta de informação, de pesquisa, de conhecimento. É disso que nós precisamos para ter crédito. Dinheiro sem conhecimento é a mesma coisa que rasgar – afirma.

Documentação incompleta e baixa confiança do agente financeiro, que alega não ter garantias do cliente, também estão entre motivos apontados. De acordo com a responsável pelo estudo, Léa Vaz Cardoso, soma-se ainda a indefinição quanto ao novo Código Florestal.

– Com relação ao requisito regularização ambiental, que é uma das finalidades da linha, eu acho que, sem dúvida, a indefinição da legislação é uma questão importante. Até os produtores da nossa pesquisa apontaram isso – relata.

O secretário executivo do Ministério da Agricultura, José Carlos Vaz, recomenda a ampliação da orientação aos agricultores, além de parcerias com instituições financeiras.

– Temos que investir na capacitação e expansão do sistema de assistência técnica, na elaboração de bons projetos, disseminação de informações para produtores e aí mudar o modelo operacional do crédito rural para essas operações de investimento – explica.

Fonte:  Ruralbr | Letícia Luvison | Brasília (DF)