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Peritos federais se queixam

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A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) divulgou nota ontem afirmando lamentar que a participação dos especialistas da corporação em análise de fraudes alimentares não tenha sido empregada durante as investigações da operação "Carne Fraca".

A nota diz que "a abordagem quase exclusiva de provas contingenciais" causou a impressão equivocada de que as investigações poderiam ser concluídas sem uma análise técnica mais detalhada. Segundo a APCF, a atuação adequada dos peritos em todas as etapas das investigações, e não apenas na deflagração, "teria propiciado a correta interpretação dos dados técnicos em apuração" e evitado prejuízos econômicos e comerciais.

A associação lembra, ainda, que a Polícia Federal tem 27 peritos criminais federais aptos a compor equipes multidisciplinares de investigação técnico-científica de fraudes alimentares, como já ocorreu com as operações "Ouro Branco" – sobre fraude em leite, deflagrada em 2007 – e "Vaca Atolada" – fraude em carnes, desencadeada em 2012.

A APCF afirma ainda que informações sobre o dano à saúde pública não foram baseadas no trabalho científico dos peritos. A entidade diz que apenas um laudo pericial da corporação foi pedido durante a investigação e este não foi conclusivo.

Por Kauanna Navarro | De São Paulo

Fonte : Valor