PERDAS NO HORIZONTE

Os prejuízos com os temporais nas lavouras do Rio Grande do Sul fizeram crescer o número de pedidos de Programa de Garantia de Atividade Agropecuária (Proagro) que chegaram à Emater. Conforme o presidente da entidade, Clair Kuhn, o trigo é a cultura mais afetada, com perdas de até 80%:

– O prejuízo para os produtores é incalculável. Não vai ser colhido com a mesma qualidade. A seca já havia prejudicado a cultura, mas, com as chuvas e o granizo, fungos também atingiram as lavouras. Há produtores que não vão conseguir se recuperar e, em muitos casos, a colheita não terá qualidade para produção de pães.

Além do trigo, milho e tabaco também foram bastante prejudicados. A Emater contabiliza danos no Estado, e deve ter um levantamento mais completo na próxima semana.

Líder na contratação de seguros no país, o Rio Grande do Sul perdeu neste ano a posição para o Paraná. Boletim conjuntural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) mostra que, de janeiro a agosto, o volume arrecadado pelos paranaenses cresceu 25%, com R$ 541,6 milhões em apólices. No Estado, a alta foi de 10%, com R$ 496,2 milhões.

Membro da Comissão de Seguro Rural da FenSeg e diretor de Agronegócio da BB Mapfre, Gláucio Toyama conversou com a coluna sobre alguns pontos relacionados a esse tema. Confira trechos abaixo.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora