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Pequeno agricultor reforçará programa contra a pobreza

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Fonte: FOLHA DE S. PAULO – SP

Governo decidiu comprar de produtor familiar, por meio de edital, R$ 10 milhões em sementes rústicas

Aproximadamente 150 toneladas vão começar a ser distribuídas para 43 mil famílias de Minas Gerais, na quinta

JOÃO CARLOS MAGALHÃES

DE BRASÍLIA

O governo decidiu comprar de agricultores familiares R$ 10 milhões de um tipo rústico de semente para doar à população extremamente pobre -com renda individual de até R$ 70 mensais.

A ação faz parte do Brasil sem Miséria, plano federal para erradicar a extrema pobreza até 2014, e será anunciada na sexta-feira pela presidente Dilma Rousseff, durante a assinatura de um pacto na região Sul para o cumprimento do programa.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário já adquire pequenas quantidades desse tipo de insumo, mas nunca havia aberto a possibilidade para compra desse tamanho.

A compra será feita por edital, a ser lançado, que selecionará quais pequenos produtores venderão sementes.

A aquisição beneficiará, no máximo, 2.200 famílias, que poderão receber até R$ 4.500 pela venda. O volume a ser adquirido ainda não é certo, pois dependerá das espécies.

"Para você garantir maior distribuição de renda, é interessante canalizar esse poder de compra do governo federal para os agricultores mais pobres", disse Maya Takagi, secretária de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, que coordena o plano.

"Em vez de você comprar das empresas, adquire uma parte disso da AGRICULTURA FAMILIAR", afirma.

Chamada de semente crioula, é menos produtiva do que as tratadas geneticamente. Porém, sua produção é mais independente do uso de tecnologia e pode se adaptar melhor à região nativa.

A necessidade da aquisição das sementes decorre do fato de a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) não possuir esse tipo de insumo, disse Takagi.

A Embrapa, segundo ela, trabalha com sementes já modificadas para condições específicas. Cerca de 150 toneladas começarão a ser distribuídas, na quinta, para 43 mil famílias de Minas Gerais.