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Pepe Vargas nega ter favorecido corrente do PT em nomeação para o Incra

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Dida Sampaio/Agência Estado / Dida Sampaio/Agência Estado
Carlos Guedes, novo presidente do Incra, é defendido pelo ministro: "O governo não trabalha com a lógica das correntes"

Em discurso durante a posse do novo presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, rejeitou que a indicação de que Carlos Guedes, uma escolha sua, fortaleceria a corrente interna petista Democracia Socialista (DS), do Rio Grande do Sul. "O governo não trabalha com lógicas de correntes partidárias. É claro que elas existem, mas não dentro no ministério", defendeu Vargas.

Pepe Vargas e o ex-presidente do Incra, Celso Lacerda, trocaram elogios e tentaram mostrar que o clima entre os dois é bom. "Obrigado, Celso, pelo trabalho. Foram 4 meses juntos, mas ficou claro sua competência e lealdade", disse. Lacerda retribuiu: "Reitero minha confiança no projeto e agradeço a todos por acreditarem nele. Nesse período, passei a admirar o ministro Pepe Vargas".

Na edição de ontem, o Valor mostrou que a sucessão no Incra reacendeu a luta interna das correntes petistas. Além disso, movimentos sociais do campo reclamam por não terem sido consultados sobre a troca no comando do Incra.

Trabalhadores em greve lotaram o auditório e entregaram panfletos com reivindicações. Segundo o material, os servidores querem o "fortalecimento das carreiras, visto não haver justificativa para a discrepância entre os salários pagos para os servidores do Ministério da Agricultura e do Ministério do Desenvolvimento Agrário".

Pepe Vargas disse que é necessário unificar as políticas públicas dentro dos assentamentos para dar mais qualidade de vida aos produtores. O ministro afirmou ainda que o governo brasileiro tem retirado da iniciativa privada, e levado adiante, a responsabilidade de prestar melhores serviços à população.

"O governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff tem paulatinamente resgatado as responsabilidades do Estado brasileiro para prestar melhores serviços à população. Nossa obrigação é integrar programas como Água para Todos, Minha Casa Minha Vida, Programa Nacional de Habitação Rural, Pronacampo e Luz para Todos", disse Vargas.

A ministra do Desenvolvimento Social, Teresa Campello, também esteve presente ao evento.

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Fonte: Valor | Por Tarso Veloso e Caio Junqueira | De Brasília