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Para especialistas, investidores fogem da economia florestal

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A economia florestal brasileira é marcada pela informalidade, ilegalidade e a impunidade. Embora o Brasil tenha a maior floresta tropical do mundo e o segmento florestal responda por 4% do Produto Interno Bruto (PIB), esse setor da economia não dispõe de uma política nacional específica e, com isso, acaba por afastar investidores, principalmente os interessados na exploração sustentável da Amazônia.

A opinião foi manifestada por especialistas que participaram do eventoOlhares sobre uma Economia Florestal, que acaba de ser organizado pelo Departamento de Florestas (DFlor). "Mas está em curso a implementação de uma política de concessão de áreas para plantio de florestas formadas por espécies nativas, conforme prevê a Lei de Gestão de Florestas Públicas", explica o diretor do DFlor, Fernando Coutinho Tatagiba.

Segundo Tatagiba, é necessário inserir na agenda política o estímulo a investimentos voltados para produtos florestais não madeireiros, que desempenham papel considerado importante na economia do País, como o cultivo de plantas ornamentais. Esta possibilidade, explica Tatagiba, está prevista no Plano Nacional para a Promoção dos Produtos da Sociobiodiversidade. O foco da iniciativa é a conservação e o uso sustentável da diversidade biológica, garantindo alternativas de geração de renda às comunidades rurais, por meio do acesso às políticas de crédito, assistência técnica e extensão rural, a mercados, a instrumentos de comercialização e à garantia de preços mínimos.

Edital – O Programa de Apoio ao Agroextrativismo e aos Povos e Comunidades Tradicionais do Ministério do Meio Ambiente lança edital no valor de R$ 500 mil para financiamentos de projetos de fortalecimento e capacitação para a produção sustentável, gestão ambiental territorial e promoção e aprimoramento econômico do setor agroextrativista. Serão destinados até R$ 50 mil para projetos regionais e R$ 100 mil a nível nacional, a serem executados no prazo de seis meses.

O edital está estruturado em três bases temáticas: iniciativas de capacitação em produção sustentável, agroecologia e agrobiodiversidade, geração de renda e gestão ambiental do território para agricultores familiares, povos indígenas e povos e comunidades tradicionais; cadeias produtivas, mercados e iniciativas associadas ao agroextrativismo, à sociobiodiversidade e à agrobiodiversidade; políticas públicas de sustentabilidade socioeconômica e ambiental para o agroextrativismo, agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais e povos indígenas.

Fonte: Terra | DiárioNet