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OIE reconhecerá SC e RS como livres de peste suína

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A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) vai reconhecer, na próxima quinta-feira, os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul como livres de peste suína clássica, em encontro da 83ª Sessão Geral da entidade, que acontece desde domingo, em Paris, na França. O comunicado sobre o reconhecimento já foi feito previamente pela instituição ao governo brasileiro.

A decisão da OIE foi antecipada pelo Valor em 3 de novembro do ano passado. A maioria dos Estados brasileiros já recebeu do Ministério da Agricultura reconhecimento nacional de livres da doença. Mas, a partir deste ano, em que a OIE começará a certificar países ou Estados como livres dessa enfermidade, apenas os dois Estados da região Sul reuniam condições para obter esse "selo".

Em fevereiro deste ano, a Comissão Científica da OIE aprovou o relatório da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura solicitando o reconhecimento dos dois Estados, responsáveis por 68% das exportações brasileiras de carne suína.

"O reconhecimento internacional de zona livre de peste suína clássica demonstra a responsabilidade e o cuidado que o Brasil tem mantido na área de defesa sanitária", disse a ministra Kátia Abreu, na assembleia da OIE, segundo comunicado divulgado pelo ministério.

Ela disse ainda, conforme comunicado, que o Brasil passará a contribuir financeiramente com a OIE na categoria "A", o que o habilitaria o país a ocupar um assento no conselho deliberativo da entidade. "Este status garante maior poder de negociação e representa uma cooperação importante com o maior órgão internacional de sanidade animal". A Pasta informou que a iniciativa privada garantirá o recurso, de € 500 mil ao ano.

A ministra viajou na sexta-feira à Europa. Ela estará hoje em Bruxelas, onde participará da sessão plenária do Comitê de Agricultura do Parlamento Europeu. Amanhã, tratará de assuntos relacionados à defesa agropecuária e acesso a mercados. Na quinta, em Genebra, terá encontro com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), embaixador Roberto Azevêdo.

Fonte: Valor | Por Cristiano Zaia | De Brasília