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ODS 8: Feiras agroecológicas contribuem para o desenvolvimento econômico local e pessoal

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O crescimento econômico é um dos propósitos das lutas diárias de muitos cidadãos, seja na cidade ou na zona rural. A temática, inclusive, está entre os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para serem alcançados até 2030. Para as agricultoras familiares, o crescimento econômico está baseado em uma boa produção e na comercialização dos produtos. Para alcançar essa meta, muitas agricultoras têm apostado na união e em políticas públicas de comercialização.

Na região do Baixo Munim, no Maranhão, o investimento é em circuitos curtos de comercialização. Em parceria com a Associação Agroecológica Tijupá, os produtores se reuniram para realizar um circuito de feiras que atende quatro municípios do estado: o Circuito de Feiras Agroecológicas do Baixo Munim – CFABM.

As mulheres se destacam em meio a iniciativa e correspondem a mais de 80% dos participantes. Dos 151 feirantes permanentes, 122 são mulheres. “As mulheres representam ampla maioria no circuito de feiras. São trabalhadoras rurais de comunidades tradicionais, sendo a maioria assentadas da reforma agrária em projetos de assentamento federal, envolvidas na dinâmica produtiva das unidades familiares de produção e se organizam em grupos produtivos de caráter econômico solidário”, ressalta Regilma de Santana, da Associação Tijupá.

A feira começou aos poucos, em 2012, no município de Morros, mas a ideia se expandiu e conquistou outras localidades, chegando aos municípios de Rosário, Cachoeira Grande e Presidente Juscelino. “As feiras agroecológicas vêm se destacando como uma alternativa ao mercado convencional, promovendo o aumento de renda das produtoras locais, dinamizando as economias municipais e fortalecendo a sociobiodiversidade”, afirma Regilma.

Além de ser uma alternativa de venda e contribuir para o desenvolvimento econômico dos produtores e dos municípios, as feiras também contribuem para a valorização das práticas e saberes da agricultura familiar, dos produtos oriundos da sociobiodiversidade, dos princípios e práticas do comércio justo e solidário, além de reconhecer o valor do trabalho feminino e da atuação dos produtores na segurança alimentar e nutricional.

A associação também tem apoiado os agricultores a usarem outros meios para escoar suas produções, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).  Segundo Regilma, a política tem dinamizado as economias municipais ao promover o aumento de renda das produtoras locais.

15 dias de ativismo

No marco da campanha internacional #MujeresRurales, mujeres con derechos, o Brasil participa da iniciativa “15 dias de ativismo pelo empoderamento das mulheres rurais”. A ideia é difundir os principais ODS e a forte ligação da atuação da mulher rural para o cumprimento dos temas.

Juliana Andrade
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
Assessoria de Comunicação

Ascom / Sead

Fonte : MDA