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O fim da monocultura?

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A agricultura gaúcha vai, aos poucos, reduzindo sua dependência da dobradinha soja-trigo. Comentei há pouco, aqui, a importância que a cevada começa a ter para produtores da região de Passo Fundo, com a instalação de uma maltaria na região.
A canola é outra boa alternativa de cultivo que desponta na região Noroeste, graças ao biodiesel. Tem mercado e preços recompensadores. As vantagens da diversificação de culturas são muitas. Os produtores podem optar pela atividade mais rentável, quando a soja, o milho e o trigo estão com preços fracos.
Do ponto de vista agronômico, nem se fala: a rotação de culturas é sempre uma prática bem-vinda. A longa pregação de técnicos e ambientalistas contra a monocultura começa, enfim, a surtir efeito. Mais por razões econômicas do que ecológicas. Mas isso é outra história.

Fonte: Zero Hora | OLHAR DO CAMPO | Irineu Guarnier Filho