Novos ajustes devem atrasar mais o CAR

Previsão é que sistema só entre em funcionamento em dois ou três meses

O Cadastro Ambiental Rural (CAR), indispensável para que o Código Florestal entre em vigência, deverá demorar de dois a três meses para ser implantado, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). O prazo servirá para que seja criada uma estrutura de apoio para ajudar os produtores a alimentar o sistema nos estados. O programa em si também precisa de ajustes, pois não está funcionando corretamente tanto on-line quanto off-line. Tal qual o imposto de renda, que permite a inserção de informações sem conexão com a Internet, o cadastro deverá permitir que produtores alimentem o sistema nas regiões desconectadas, o que ainda não é possível. Ou seja, o MMA só deverá disponibilizar o CAR quando tiver absoluta certeza de que rodará a contento.

Outro braço indispensável para o cadastro é o apoio de entidades. De acordo com o coordenador do Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Allan Milhomens, já foram firmados acordos de cooperação técnica com CNA, OCB, Assomogi, Fetraf, Contag, MPA e MST. Várias ações de capacitação estão sendo realizadas, inclusive com representantes da Contag, que participaram de capacitação no sistema de inscrição no CAR realizada em junho em Brasília. Em breve, serão disponibilizados cursos de capacitação à distância para treinar lideranças comunitárias no processo de inscrição no Sistema. Segundo o secretário de Meio Ambiente da Contag, Antoninho Rovaris, dos 5.569 municípios brasileiros, a confederação está presente em mais de 4,2 mil. Nestes, 3.853 já transmitem declaração de aptidão ao Pronaf, o que qualifica esses sindicatos a também apoiar agricultores familiares a inserirem os seus dados no CAR. ‘A lógica será divulgar e capacitar o pessoal dos sindicatos’, explica.

Fonte: Correio do Povo