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Novo Suasa reforça agroindústria

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Fonte:  Correio do Povo

Plano Safra da Agricultura Familiar garante crédito farto, redução de juros e Bolsa Verde para quem preservar o ambiente

Presidente detalhou aporte de R$ 16 bilhões durante evento ontem no Paraná<br /><b>Crédito: </b> roberto stuckert filho / presidência / cp
Presidente detalhou aporte de R$ 16 bilhões durante evento ontem no Paraná
Crédito: roberto stuckert filho / presidência / cp

A presidente Dilma Rousseff assinou ontem, durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar, em Francisco Beltrão (PR), decreto que altera a lei 8.171 e simplifica regras do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). O objetivo é facilitar o processo de adesão, permitindo a comercialização de produtos de agroindústrias familiares em todo o território nacional. "Queremos que a agricultura familiar agregue valor, se expanda e gere renda. Por isso, temos preocupação especial com a desburocratização do sistema", ressaltou Dilma, que estava acompanhada dos ministros da Agricultura, Wagner Rossi, da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence. A medida deve ser publicada hoje no Diário Oficial e estabelece prazo de 60 dias para que a União analise e responda o pedido de credenciamento dos estados. Outra novidade é que, com o reconhecimento da equivalência de inspeção, as agroindústrias que integram o sistema estadual poderão expandir mercado para todo o país. Antes, ao solicitar auditoria, o Estado tinha que apresentar lista de empreendimentos interessados em aderir ao Suasa, que só recebiam aval após vistoria do Ministério da Agricultura. De acordo com o secretário de Agricultura Familiar do MDA, Laudemir Müller, a burocracia explica porque quatro estados integram o sistema, sendo que 14 estão na lista de espera. Na fila está o RS. Segundo a Fetag, com o adesão, o números de agroindústrias pode duplicar.
Outra novidade do Plano foi a implantação da Bolsa Verde, auxílio trimestral de R$ 300,00 que será concedido a famílias que garantam manutenção de recursos naturais em áreas de conservação e assentamento. O vice-presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, acredita que o auxílio é válido, mas que faltam informações sobre como a bolsa funcionará realmente. Contudo, ao avaliar o Plano Agrícola 2011/2012, o dirigente aponta o endividamento como principal gargalo, que pode dificultar o acesso de 50% das famílias gaúchas ao crédito. O número de contratos já vem caindo: em 2009 foram 365 mil e, no ano passado, apenas 280 mil. O Plano Safra da Agricultura Familiar terá R$ 16 bilhões para a safra 2011/2012.
OUTRAS MEDIDAS
Dos R$ 16 bilhões ofertados no ano agrícola 2011/2012, R$ 7,7 bilhões são para investimento e R$ 8,3 bilhões para custeio.
Do total, o RS deve receber R$ 3 bilhões. O objetivo é alcançar 280 mil contratos do Pronaf com agricultores familiares no Estado.
Investimento: redução de 4% para 2% da taxa de juros.
Mais Alimentos: inclusão da taxa de 1% para operações de até R$ 10 mil por ano/agricultor. n Investimento: ampliação do limite de financiamento de contratos para até R$ 130 mil.
Microcrédito Produtivo Rural: ampliação do limite de R$ 2 mil para até R$ 2,5 mil por operação. O produtor poderá acessar até três operações (R$ 7,5 mil).
Cooperativas: ampliação do limite de crédito de R$ 5 milhões para R$ 10 milhões. Passam a ser atendidos organizações com patrimônio líquido entre R$ 25 mil e R$ 100 milhões.