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Novo curso a distância ensina gestão agrícola

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O Instituto Universal de Marketing em Agribusiness (I-UMA), um dos pioneiros na gestão de negócios para cursos de extensão e pós-graduação na área, inaugura no próximo mês uma plataforma de ensino à distância (EAD). O objetivo é atender profissionais que não têm condições de ir quinzenalmente à sede da entidade em Porto Alegre.

De acordo com José Américo da Silva, fundador do instituto, existe uma forte demanda pelos cursos em regiões distantes da escola, especialmente no Centro-Oeste e Nordeste do país. "Muitos dos quatro mil alunos das doze turmas que já tivemos viajavam até 1.600 km entre ida e volta apenas para assistir as aulas", revela.

A duração dos cursos varia entre 24 e 30 horas e abrange seis temas: gestão na agricultura familiar, desenvolvimento de projetos para empresas do agronegócio, gestão da propriedade rural de pecuária, relacionamentos estratégicos no agronegócio, desenvolvimento de contratos agrários para arrendamentos e parcerias rurais e o "in company/In farm". Os alunos têm em média de 30 a 40 anos e são, geralmente, veterinários, zootecnistas, biólogos, produtores rurais entre outros profissionais ligados ao campo.

Na opinião de Silva, existe atualmente uma preocupação com a relação entre todos os aspectos das cadeias produtivas. "Não se pode mais pensar apenas no próprio segmento. Além de competência, esses profissionais precisam ter conhecimentos estratégicos", afirma. Segundo ele, quem tem um cargo ligado ao campo, do produtor ao executivo, deve se manter informado sobre as transformações do Brasil rural, que hoje passam por temas como a preservação ambiental e as mudanças climáticas que vão alterar o ciclo e a geografia das lavouras.

O I-UMA mantém sua grade de cursos presenciais em especialização de marketing em agribusiness, gestão e comercialização para a cadeia do arroz, programa avançado para mulheres na gestão rural e em marketing no agronegócio – todos variam entre 6 e 18 meses. Ex-executivo de banco, Silva abriu mão da carreira no mundo corporativo há dez anos para criar o instituto e atuar na área da educação. "O objetivo foi criar cursos que promovessem uma visão de mercado para profissionais que procuravam por esse tipo de aperfeiçoamento", diz.

O agronegócio brasileiro, contudo, nem sempre teve sua dimensão verdadeiramente reconhecida. Na época em que o produtor pensava em negócios apenas para dentro da porteira de sua propriedade, números como US$ 94,59 bilhões em exportações e superávit de US$ 77,51 bilhões, registrados no ano passado, ainda estavam muito distantes da realidade do país. "Há pouco mais de uma década, o setor não mostrava sua real importância", avalia Silva.

Fonte: Valor |  Por Janice Kiss | De São Paulo