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Novo Código Florestal e a discussão sobre sacolas plásticas

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Enquanto os líderes mundiais ainda patinam nas decisões sobre os grandes problemas da humanidade, como pudemos observar na Rio+20, acompanhamos discussões dentro da sociedade brasileira que visam estabelecer as bases para um desenvolvimento mais sustentável.

A cada dia que passa, está se tornando consenso que medidas para o desenvolvimento sustentável de nosso País devem colocar as pessoas como o foco, visando caminharmos para uma sociedade mais próspera, inclusiva e com melhor qualidade de vida. É vital pensarmos nas questões de educação, saúde, saneamento, habitação e mobilidade em comunidades cada vez mais sustentáveis.

Duas polêmicas que têm tomado um bom tempo de mídias e refletem o atual estágio de transformação em que estamos são as relativas ao novo Código Florestal e à distribuição gratuita de sacolas plásticas descartáveis.

Os dois temas representam a atualidade de um momento em que a sociedade tem de se desvencilhar de hábitos e costumes passados e descobrir um novo equilíbrio entre a preservação ambiental e a garantia de melhoria da qualidade de vida da presente e das futuras gerações.

Cada qual em sua dimensão de influência, ambos os debates refletem um momento histórico que vai de um modelo que não computava os custos ambientais para uma sociedade mais justa, na qual os impactos ambientais e sociais devem ser absorvidos por quem os gera.

Essas duas situações demonstram que estamos vivendo um momento de transição da nossa sociedade. O importante é que não percamos de vista que essas discussões devem resultar em caminhos para a construção de uma sociedade brasileira mais justa, segura e próspera.

Newton Figueiredo é fundador e presidente do Grup SustentaX, que desenvolve, de forma integrada, o conceito de sustentabilidade empresarial ajudando corporações a terem seus negócios mais competitivos e sustentáveis, identificando para os consumidores produtos e serviços sustentáveis e desenvolvendo projetos de sustentabilidade para empreendimentos imobiliários.

Fonte: Terra| DiárioNet