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Notícias – Transferência de Tecnologia – Tecnologias da Embrapa Milho e Sorgo estão na Expodireto Cotrijal 2017

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Sandra Brito - Sorgo BRS 658

Foto: Sandra Brito

Sorgo BRS 658

Milho, sorgo e milheto para produção de grãos e silagens estão na estação de campo da Embrapa na Expodireto Cotrijal 2017. A feira acontece entre os dias 6 e 10 de março, no minicípio de Não-Me-Toque-RS, e está em sua 18ª edição. Neste ano, com o slogan “Negócios que inspiram o amanhã”, os organizadores estimam a presença de mais de 250 mil pessoas e representantes de 70 países, durante os cinco dias de programação.

No estande da Embrapa Milho e Sorgo estão expostas as cultivares de sorgo para grão BRS 332; sorgo silageiro – BRS 658; milho-verde – BRS 3046; e milheto – BRS 1503. A apresentação dos materiais será feita pela Embrapa Milho e Sorgo em parceria com Embrapa Trigo.

A pesquisadora Jane Rodrigues de Assis Machado, da Embrapa Milho e Sorgo, ressalta que os sorgos são utilizados para alimentação animal. “O sorgo granífero entra na composição de ração em substituição ao milho, por seu custo de produção ser mais barato e a espécie ser mais tolerante ao déficit hídrico”, diz a pesquisadora.

Já o sorgo silageiro BRS 658 é indicado para produção de silagem, principalmente em regiões em que há histórico de veranicos. “Em razão do ciclo mais curto, ele evita a coincidência entre o veranico e a fase de florescimento. Tem maior tolerância à seca e elevada qualidade da silagem”, afirma Jane Machado.

“Outra opção para o produtor é o milheto, que é uma excelente fonte de proteína”, orienta a pesquisadora da Embrapa. “O BRS 1503 tem boa rusticidade e é oferecido como pasto no verão, para fornecer alimento a baixo custo em períodos de escassez de forragens (vazio outonal e vazio primaveril). É indicado também como cobertura, auxiliando na conservação dos solos”, diz Machado.

O milho-verde BRS 3046 entra como uma alternativa aos pequenos agricultores que vendem o milho in natura e que também fazem parte de programas do Governo Federal, como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar). “Esse híbrido foi avaliado no Rio Grande do Sul e apresentou uma boa adaptação, produção de mais de uma espiga por planta e longevidade do grão verde”, acrescenta a pesquisadora.

A seguir, Jane Machado descreve algumas características das tecnologias apresentadas na Expodireto Cotrijal 2017:

Sorgo para grão BRS 332: desenvolvido para atender agricultores que buscam maiores produtividades

Para produtores que buscam alta produtividade e responsividade com estabilidade de produção na safra e na safrinha, o BRS 332 é uma excelente opção. Porte baixo, boa precocidade, resistência à seca e ao acamamento, grãos vermelhos, sem tanino, são algumas das características que fazem do BRS 332 um híbrido de alta confiabilidade. É tolerante à antracnose foliar e cercosporiose. É recomendado para as regiões Norte, Centro-Oeste e Sul, especialmente para as épocas onde a disponibilidade de chuvas é menor.

Sorgo silageiro BRS 658: híbrido de sorgo forrageiro para produção de silagem de alta qualidade

Híbrido forrageiro desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo para atender à crescente demanda dos produtores por maior eficiência na alimentação de bovinos, é indicado para o fornecimento de forragem de alta qualidade para ensilagem. O BRS 658 é adaptado para produzir forragem em diversos sistemas de produção. Tem estabilidade de produção, alta resistência à estiagem, alta qualidade de forragem, com baixo custo e alto potencial de produção de massa verde (média de 50 toneladas por hectare). Apresenta porte alto (em torno de 2,50 metros), ciclo de 100 a 110 dias (ponto de grãos leitosos/pastosos, ideal para ensilagem). Possui colmo seco, com excelente padrão fermentativo, alta porcentagem de grãos na massa (30 a 40% da matéria seca), conferindo silagem de alta digestibilidade (cerca de 60% DIVMS), alto teor proteico (média de 8% de proteína bruta). Outra característica muito importante do BRS 658 é a resistência ao acamamento, o que confere altas produtividades de massa com um custo de produção significativamente reduzido. Além disso, apresenta alta sanidade foliar e resistência ao míldio (Peronosclerospora sorghi).

BRS 3046: cultivar de milho-verde

Variedade sintética de alto potencial produtivo, apresenta grão semiduro amarelo alaranjado e ciclo precoce. Altura média de planta é de 1,75 cm, com resistência média ao acamamento e bom empalhamento, sendo recomendada para semeadura de agosto a novembro. É uma variedade de milho com alto potencial produtivo. Esta característica é aliada à sua precocidade, grãos semiduros, espigas bem empalhadas com alta porcentagem de espigas decumbentes na colheita, porte baixo. Como variedade, possibilita aos produtos fazer sua própria semente, embora se aconselhe que seja renovada a cada 2 a 3 anos.

Milheto BRS 1503: nova cultivar de milheto

Fruto da uma parceria entre Embrapa e Sulpasto, a cultivar de milheto BRS 1503 foi lançada em 2013 para atender a demanda por uma forrageira de verão de elevado teor proteico, alta capacidade de rebrota e excelente cobertura de solo, destaca- se pela resistência aos nematoides Meloidogyne javanica, Meloydogine incognita e Pratylenhus brachyurus.

A BRS 1503 é indicada para o plantio de verão da região Sul do Brasil. É recomendada para pastejo direto, com boa produção de matéria seca e de massa verde. Por causa da sua elevada capacidade de perfilhamento, é também muito utilizada para cobertura solo.

Por ser o milheto uma espécie mais rústica, apresenta tolerância à seca, e, sendo manejada de maneira correta, pode produzir mais de 10 t ha-1 de matéria seca, permitindo o fornecimento de alimento para os animais durante todo o verão e no denominado vazio outonal. Cuidados como profundidade de plantio, que não deve ser maior de 1,0 cm, e a temperatura do solo próxima de 20 °C são fundamentais para o bom estabelecimento da cultura. A densidade de semeadura é de 200 mil plantas ha-1, podendo o pastejo ser iniciado quando a planta atingir entre 50 e 60 cm.

Sandra Brito (MG 06230 JP)
Embrapa Milho e Sorgo

Fonte : Embrapa