NOTÍCIAS – SRB comenta possível impeachment de Dilma

Presidente da Sociedade Rural Brasileira diz que decisão "foi prudente" e é uma consequência natural de uma sucessão de denúncias graves

gustavo-junqueira-srb (Foto: Rogério Albuquerque/Ed. Globo)

"É a consequência natural da sucessão de graves acusações", diz, em nota, executivo da SRB (Foto: Rogério Albuquerque/Ed. Globo)

O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Gustavo Diniz Junqueira, afirmou, nesta quinta-feira (3/12), “que parece ser uma decisão prudente” o encaminhamento da abertura do processo de impeachment da presidente da República, Dilma Roussef, para discussão na Câmara Federal. "É a conseqüência natural da sucessão de graves acusações que pesam sobre a chefe do Poder Executivo e, ainda, dos inúmeros desvios de conduta por parte de pessoas ligadas diretamente à presidente", observa Junqueira.

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O executivo considera correta a ação deflagrada pelapresidência da Câmara Federal de abrir oficialmente a casa para que representantes eleitos pela sociedade brasileira possam debater os recentes fatos revelados. Certamente, afirma Junqueira, o processo garantirá à presidente Dilma Rousseff a oportunidade democrática de se defender das graves acusações contra si e seu governo."O Brasil não pode ficar paralisado e a serviço de interesses particulares. Somos uma das nações mais importantes do planeta. Portanto,

as decisões precisam ser tomadas para o país chegar a uma resolução para o atual impasse político e reconstruir as bases para o desenvolvimento", afirma Junqueira.

Reação Um dia após o anúncio [de aceitação do pedido de impeachment por Cunha], GLOBO RURAL também conversou com o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. Ele disse que, para o agronegócio, o momento é de cautela, pois a aceitação do processo de impeachment pode afastar investimentos no setor, no entanto, Perfeito diz que se trata mais de um problema político do que econômico. "Não dá para o governo e o Congresso ficarem brigando. OJoaquim Levy [Ministro da Fazenda] está tendo que cortar no seco, está fazendo um ajuste em curto prazo que deveria ser em longo prazo", disse. "O ano de 2015 não existiu porque ficou afundado no mal-estar da eleição de 2014".

O economista disse ainda que, neste primeiro dia, a reação do mercado foi positiva. "Agora, o real está se valorizando fortemente em relação ao dólar, mas no geral, o Brasil
está mais forte, mas tinha muita gente pessimista. O movimento de venda de ativos ficou mais agudo nesta quinta-feira, mas esse não deve ser o tom nos próximos dias", alerta.

"É possível que tenhamos um downgrade [rebaixamento da nota de crédito] do Brasil nos próximos meses. A saída da presidente pode abrir espaço para uma nova discussão, para um outro ambiente político".

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

Fonte : Globo Rural