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NOTÍCIAS – Rural – Confiança nos negócios da Expointer é moderada

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Indústria de máquinas e equipamentos não espera disparada

Expositores levam novidades a Esteio na expectativa de que juros menores e boas perspectivas climáticas anime produtor a fazer aquisições | Foto: Mauro Schafer / CP

Expositores levam novidades a Esteio na expectativa de que juros menores e boas perspectivas climáticas anime produtor a fazer aquisições | Foto: Mauro Schafer / CP

Se no ano passado os preços valorizado das commodities faziam a indústria de máquinas acreditar em boas vendas na 39ª Expointer, neste ano as empresas se amparam em outros fatores para explicar o otimismo, já que os valores da soja, do milho, do trigo e do arroz estão abaixo do desejado pelos produtores gaúchos.

Apesar de o setor ter registrado um incremento de 14,6% nas vendas entre janeiro e julho deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, nos últimos dois meses a comercialização voltou a cair, na comparação com junho e julho de 2016. Para a Associação Brasileira da Indústria de  Máquinas e Equipamentos (Abimaq) um dos principais motivos é justamente a desvalorização dos grãos.

O presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas, da Abimaq, Pedro Estevão Bastos, diz que o setor tem esperança de fechar o ano com crescimento, mas admite que talvez não seja mais possível alcançar a estimativa de 15% de avanço em relação a 2016. “Não há euforia para compra de máquinas, mas também não há pessimismo ou falta de confiança no horizonte”, observa. O presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier, acredita que a comercialização na Expointer vai aumentar no máximo 10% em relação à edição passada.

Uma das razões para a boa expectativa do setor de máquinas para a Expointer deste ano é a redução de um ponto percentual na taxa de juros das linhas de investimento do Plano Safra 2017/2018. O Moderfrota terá taxa de juro de 7,5% a 10,5% ao ano e conta com R$ 9,2 bilhões, 82% a mais em crédito do que na safra anterior. Segundo Bastos, o Moderfrota, o Pronamp e Pronaf, “estão funcionando regularmente com volume de recursos adequados”.

O diretor de mercado da New Holland, Alexandre Blasi, diz que a empresa espera um crescimento de 5% a 10% em negócios fechados e propostas encaminhadas. E cita como pontos positivos a previsão de um clima favorável para a próxima colheita e as estimativas de perdas na safra norte-americana de soja, o que deve elevar o preço do grão no mercado internacional.

O diretor de vendas da Massey Ferguson, Rodrigo Junqueira, afirma que as inovações tecnológicas, que prometem gerar economia operacional e aumento da produtividade nas lavouras, fazem parte das estratégias da empresa para tentar atrair clientes. “Percebemos que os produtores estão um pouco mais tranquilos neste ano, o que poderá favorecer as vendas na Expointer”, comenta.

O presidente da John Deere Brasil, Paulo Herrmann, também é otimista. Para ele, o tamanho da última safra no Rio Grande do Sul “entusiasmou” os produtores. “Independentemente do preço do grão, o fato de o produtor ter colhido muito enseja a necessidade de reposição de máquinas e equipamentos.

Fonte : Correio do Povo