Notícias – Rural Agricultura – No nordeste e em São Paulo, produtores desenvolvem cebola que não causa irritação nos olhos

Agricultores já cultivam variedade da hortaliça

Híbrida com maior teor de açúcar pode alcançar produtividade de 70 toneladas por hectare em plantios com média tecnologia | Foto: Phellip Atila / Divulgação / CP

Híbrida com maior teor de açúcar pode alcançar produtividade de 70 toneladas por hectare em plantios com média tecnologia | Foto: Phellip Atila / Divulgação / CP

É do imaginário popular que cortar cebola faz o cozinheiro chorar. A questão é que nem todo mundo chora picando o bulbo que dá sabor a quase todos os pratos. Os que vão às lágrimas são aqueles alérgicos aos componentes sulforosos da cebola, que provocam a pungência e a ardência ocular. Para estes, já está disponível no mercado para compra, por enquanto no centro do país, mas em breve em supermercados do Rio Grande do Sul, a Dulciana, variedade suave que poupa a irritação dos olhos de quem precisar fatiar o tempero.

“Durante o corte, algumas células do bulbo são rompidas, liberando enzimas que reagem com os compostos sulforosos presentes na cebola. Esta reação química resulta na formação de gases que, em contato com os olhos, podem reagir, gerando incômodo, ardência e choro, de acordo com a sensibilidade de cada pessoa,” comenta Patrícia Guerra, gerente de Cultivo da Bayer América Latina.

A Dulciana pode alcançar produtividade de 70 toneladas por hectare em plantios com média tecnologia, contra as 25 toneladas por hectares da cebola comum. É um híbrido com maior teor de açúcar e, portanto, menos agudo. Apresenta alta resistência à raiz rosada, doença do solo que mais afeta a produção de cebolas no Brasil, e também possui uma coloração de pele mais clara e com menos casca. As regiões produtoras são o Vale do São Francisco, no Nordeste, e o estado de São Paulo. "Infelizmente esta cebola não pode ser plantada no Rio Grande do Sul, pois se adapta melhor às regiões de latitudes menores. Mas vai poder em breve ser consumida em todo o território nacional", diz Patrícia.

Fonte : Correio do Povo