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Notícias – Justiça Federal do RS tem novos dirigentes

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Desembargador Thompson Flores (C) coordenou a solenidade realizada no auditório da sede da JF em Porto Alegre

Desembargador Thompson Flores (C) coordenou a solenidade realizada no auditório da sede da JF em Porto Alegre

Cerimônia reuniu familiares dos novos dirigentes, autoridades de diversos órgãos, servidores e terceirizados da JFRS
Juíza Daniela falou sobre a necessidade constante de aprimoramento
Presidente do TRF4 ressaltou atuação do Judiciário Federal no país
Juiz federal Eduardo Picarelli

Tomaram posse hoje (29/6) os novos dirigentes da Justiça Federal gaúcha (JFRS). Os juízes federais Daniela Tocchetto Cavalheiro e Fernando Zandoná assumiram os cargos de diretora e vice-diretor do Foro da Seção Judiciária do RS, respectivamente, para o biênio 2017-2019. A solenidade ocorreu às 11h, no auditório do edifício-sede da Subseção Judiciária de Porto Alegre, e foi coordenada pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador federal Thompson Flores.

Encerrando seu segundo mandato na Direção do Foro, o juiz federal Eduardo Tonetto Picarelli falou sobre o ciclo que se encerrou. “Estou há seis anos em cargos de gestão: quatro anos como Diretor do Foro e dois anos como juiz auxiliar da Presidência do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. E foram seis anos de muita dedicação e muito aprendizado”, afirmou. Ele agradeceu o apoio de todos os que contribuíram para sua gestão, incluindo magistrados e servidores, e elencou uma série de conquistas que considerou as mais relevantes na gestão que dividiu com a juíza federal Marciane Bonzanini.

Picarelli destacou a instalação de três novas varas federais, cinco Unidades Avançadas de Atendimento e do centro de conciliações de Gravataí, além da inauguração de três novas sedes. Ele também mencionou os projetos Justiça Inclusiva e Justiça Restaurativa, as comemorações dos 50 anos da Justiça Federal no Estado, a criação do Juizado Integrado de Santa Maria e da Vara Regional de Execuções Fiscais de Santo Ângelo e alteração das competências das varas cíveis e tributárias da Subseção de Porto Alegre, visando à equalização da carga de trabalho, dentre diversas ações.

"Mais uma vez procuramos realizar uma gestão participativa e voltada para o atendimento das demandas apresentadas por magistrados e servidores, além da concretização daquelas demandas consideradas estratégicas para a Instituição”, assegurou. Desejando sucesso aos colegas, ele manifestou satisfação com tudo o que foi alcançado. “Fazer a diferença na vida das pessoas é o que dá significado e agrega valor ao nosso trabalho. Tenho certeza de que falo em nome da Marciane e dos servidores da Direção do Foro: estamos orgulhosos do trabalho desenvolvido e conscientes de que realizamos o melhor que poderíamos ter feito na administração da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul”, concluiu.

Em seguida, a nova gestora fez seu pronunciamento. Ela chamou atenção para as mudanças no perfil do jurisdicionado. “O mundo está em constante mudança. A tecnologia, a facilidade de comunicação, tudo está mais rápido, mais transparente e acessível”, comentou. “Precisamos nos desafiar para acompanhar as novas gerações, menos formais, mais ágeis, dentro de um cenário social complexo e instável”, disse.

Daniela também ressaltou a importância do alinhamento institucional a um novo cenário formado por pessoas com muito acesso à informação, mas que nem sempre dispõem de conhecimento a respeito da Justiça Federal e de tudo o que envolve o ajuizamento, o processamento e o julgamento de litígios. “Já contamos com o processo integralmente eletrônico, mas vamos além, buscando instruir o usuário, o jurisdicionado, para que a prestação dos nossos serviços atinja sempre o fim necessário”, ponderou. Para a nova diretora do Foro, é preciso buscar o constante aprimoramento. “A sociedade merece pessoas comprometidas, competentes e corretas, além de conectadas com as novas necessidades coletivas”, assegurou.

Já no final da cerimônia, o desembargador Thompson Flores, presidente do TRF4, parabenizou Picarelli e Marciane pelo êxito alcançado. Abordando a atual conjuntura nacional, ele reforçou o papel do Judiciário, que tem sido, cada vez mais, chamado a arbitrar conflitos sociais, políticos e até econômicos em nosso país. “Em momentos como este, embora exercendo poderes do Estado, somos todos pessoas comuns, que não podem ficar alheias ao que estamos assistindo”, mencionou.

Aos novos dirigentes, desejou sucesso na missão recém assumida. “Percebe-se que temos pessoas serias que estão fazendo a sua parte, cumprindo a sua missão. A a missão do juiz é fazer a interpretação e a aplicação das leis, principalmente da Constituição Federal, que é maior de todas. Assim fazemos e continuaremos a fazer”, concluiu.

Também estiveram presentes a procuradora do Estado adjunta Paula Krieger, representando o Governo do Estado do RS; o Major Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues de Freitas; o Capitão de Mar e Guerra Amaury Marcial Gomes Junior; o major Anderson Von Haeimburg; a procuradora Patrícia Maria Nuñez Weber, procuradora-chefe do Ministério Público Federal no RS; o juiz de Direito Amadeo Henrique Ramella Buttelli, diretor do Foro da Comarca de Porto Alegre, e o juiz de Direito Luiz Felipe Severo Dessessards, representando a Corregedoria do Tribunal de Justiça do RS. Ainda, compareceram os desembargadores federais João Batista Pinto da Silveira e Salise Monteiro Sanchotene e os desembargadores aposentados Vilson Darós e Nylson Paim de Abreu. Além desses, participaram da solenidade Rafael Dias Degani, procurador-chefe regional da Procuradoria da Fazenda Nacional; Fábio Carboni Ceccon, defensor-chefe substituto da Defensoria Pública da União no RS; Karoline Busatto, procuradora chefe substituta da Procuradoria Regional da União; a procuradora da República Eunice Maria Ludwig Chedid; Eduardo de Mello, gerente regional Segmento Judiciário da Caixa, o juiz federal Rodrigo Machado Coutinho, Secretário da Associação dos Juízes Federais; o juiz federal Gerson Godinho da Costa, presidente da Associação dos Juízes Federais do RS e José Pedro Kuhn, presidente da Fetapegs. Representaram o Banco do Brasil, estiveram André Gustavo Bissani, gerente de Negócios da Agência Setor Púbico de Porto Alegre; Otávio Dias de Freitas, gerente de Relacionamento da Agência Setor Público de Porto Alegre e Renato Chagas Machado, chefe do Departamento Jurídico.

A Seção Judiciária do RS

A Seção Judiciária do Rio Grande do Sul é composta por 25 subseções, 82 varas federais, 14 Unidades Avançadas de Atendimento, onde são ajuizados, processadas e julgadas as causas em que são parte União, suas autarquias, fundações e empresas públicas. Além disso, a instituição conta com cinco Turmas Recursais, responsáveis pelo julgamento dos recursos das ações oriundas dos Juizados Especiais Federais. O quadro funcional é composto por 179 magistrados, 1.754 servidores e 500 estagiários.

As ações de matéria previdenciária – incluídas as do Juizado Especial Federal – representam 44% do total de 329.565 novos processos ajuizados no período de 1º de janeiro de 2016 a 30 de abril de 2017.

Fonte : TRF4