NOTÍCIAS – ABERTURA DO MERCADO – Temporais com possibilidade de granizo são esperados na região Sul do país

Fonte:Pixabay

 

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O avanço de uma frente fria na região Sul provocou altos volumes de precipitação, e contou com a presença de rajadas de vento e descargas elétricas na noite de quinta, dia 19, e no começo da madrugada desta sexta, dia 20. Com o afastamento do sistema para o oceano, a chuva perdeu intensidade e os ventos ficaram calmos.

No estado do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, pancadas de chuva se mantiveram ativas ao longo da noite e levam altos volumes de chuva para a região. Em Campo Grande (MS), foram observadas rajadas de vento de 55 quilometros por hora. No Nordeste, chove na faixa litorânea, alimentada pelos ventos úmidos do oceano. Enquanto isso, o Norte apresenta pancadas isoladas no estado do Amazonas.

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SUL

Esta sexta, dia 20, começa com manhã de sol entre algumas nuvens, mas durante a tarde o tempo fecha, devido a instabilidades geradas pelos ventos em níveis mais altos da atmosfera. Há previsão para temporais, com possibilidade de granizo e transtornos desde o norte do gaúcho até o norte paranaense. Devido a nebulosidade e a chuva, as temperaturas não sobem tanto e a sensação chega a ser de um leve frio.

SUDESTE

A frente fria se afasta para o oceano, mas um sistema de baixa pressão se forma na costa de São Paulo e mantém a condição para chover em todo o estado. As pancadas isoladas podem atingir também o oeste do Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. No litoral do Espírito Santo não chove, mas há risco para ventos de até moderada intensidade. Em todas as outras áreas do Sudeste, os ventos que sopram do quadrante norte favorecem a rápida elevação das temperaturas ao longo do dia. No interior paulista e mineiro a umidade do ar pode ficar abaixo do ideal nas horas mais quentes do dia.

CENTRO-OESTE

Ainda há previsão de chuva um pouco mais intensa na metade sul do Mato Grosso do Sul, por causa de uma frente fria que está em São Paulo. A chuva ocorre de moderada a forte intensidade, com rajadas de vento e potencial para granizo. No oeste do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul a chuva ocorre com menor intensidade. Nas demais áreas do Centro-Oeste tem apenas variação da nebulosidade e temperaturas bastante elevadas e sem condição para chover.

NORDESTE

A sexta segue com tempo instável nas áreas do litoral nordestino, principalmente na costa leste. As pancadas de chuva ocorrem de forma rápida e com baixos acumulados. Chove fraco também no Maranhão. Nas demais áreas do Nordeste, o tempo continua seco, com temperaturas bastante elevadas e baixa umidade relativa do ar durante a tarde.

NORTE

Oo tempo segue instável durante o dia. As pancadas de chuva ocorrem com maior intensidade em Rondônia, no Acre e no oeste do Amazonas, pois os ventos em níveis médios continuam a soprar umidade para essas áreas. Mesmo com as chuvas o tempo fica quente e abafado.

Boi gordo

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a decisão do grupo JBS de suspender os abates no Mato Grosso do Sul ainda repercute no mercado. Os frigoríficos locais se deparam com um repentino aumento de oferta e melhores condições para pressionar o mercado. Em diversas praças os preços permanecem acomodados em ainda em viés de queda.
No mercado atacadista, os preços seguem estáveis. O lento escoamento da carne ainda sugere que as cotações devem ceder no curto prazo. Os frigoríficos seguem com suas câmaras frigoríficas confortavelmente abastecidas.

Fonte: Safras & Mercado

Boi gordo no mercado físico (R$ por arroba)

  • Araçatuba (SP): 139,00

  • Belo Horizonte (MG): 134,00

  • Goiânia (GO): 130,00

  • Dourados (MS): 132,00

  • Mato Grosso: 125,00-129,00

  • Marabá (PA): 129,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,25 (kg)

  • Paraná (noroeste): 137,00

  • Tocantins (norte): 127,00

Fonte: Scot Consultoria

Milho

Na Bolsa de Chicago, o pregão realizado no decorrer da última quinta, dia 19, foi caracterizado pela recuperação entre os principais contratos em vigência. O mercado ainda avalia o avanço da colheita no Meio Oeste norte-americano como principal fator de queda. Enquanto que ainda há atenção em torno dos modelos climáticos, com ênfase na América do Sul.
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o bom resultado das vendas líquidas semanais foi o principal motivador da recuperação do mercado. As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2017/2018, que tem início no dia 1º de setembro, ficaram em 1.254.900 toneladas na semana encerrada em 12 de outubro.
O perfil de negócios segue inalterado no mercado brasileiro, consumidores buscam não alongar em demasia seus estoques. Enquanto que os produtores ainda carregam a predileção em negociar soja, mantendo o milho estocado. Não há indícios de alteração desse perfil no curto prazo.

Milho no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)

  • Rio Grande do Sul: 33,00

  • Paraná: 28,00

  • Campinas (SP): 33,00

  • Mato Grosso: 19,00

  • Porto de Santos (SP): 29,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 28,50

  • São Francisco do Sul (SC): 28,50

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) (US$ por bushel)

  • Dezembro/2017: 3,49 (+0,50 cents)

  • Março/2018: 3,62 (+0,50cents)

Fonte: Safras & Mercado

Soja

Os contratos futuros do complexo soja fecharam a quinta, dia 19, em alta no grão e no óleo, e mistos no farelo. Nas posições spot, ganhos de 0,22% no grão e de 1,25% no óleo, e perdas de 0,12% no farelo.
Após três sessões consecutivas de perdas, o mercado se recuperou tecnicamente, através de compras especulativas.
A boa demanda pela soja americana contribuiu para a elevação. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2017/2018, com início em 1 de setembro, ficaram em 1,275 milhões de toneladas na semana encerrada em 12 de outubro.
A China liderou as compras, com 1.174.800 toneladas. Analistas esperavam entre 1 milhão e 1,8 milhão de toneladas. Hoje, os exportadores privados anunciaram a venda de mais 384 mil toneladas para a China.
O clima segue no radar dos negociadores. A previsão de chuvas para o oeste do Meio Oeste americano no final de semana deve atrasar os trabalhos de colheita. No Brasil, falta chuva no Mato Grosso e em Goiás, prejudicando o plantio.
Nesta quinta, o mercado interno de soja permaneceu pouco movimentado nas diferentes praças de comercialização do país. A oleaginosa teve um dia positivo, tanto em Chicago quanto em relação à moeda norte-americana. Os ganhos foram de mais de 2 pontos nos principais vencimentos, entretanto, os preços domésticos ficaram inalterados e não foram registrados negócios relevantes na sessão de hoje.

Soja no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)

  • Passo Fundo (RS): 67,00

  • Cascavel (PR): 67,00

  • Rondonópolis (MT): 62,00

  • Dourados (MS): 63,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 72,00

  • Porto de Rio Grande (RS): 71,50

  • Santos (SP): 72,00

  • São Francisco do Sul (SC): 71,00

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) (US$ por bushel)

  • Novembro/2017: 9,86 (+2,25 cents)

  • Janeiro/2018: 9,97 (+2,00 cents)

Fonte: Safras & Mercado

Café

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da quinta-feira com preços acentuadamente mais altos. As cotações subiram diante das preocupações com o excesso de chuvas em regiões produtoras de robusta do Vietnã, que podem atrasar a colheita.
Segundo o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, "o atraso na colheita do Vietnã impulsiona Londres e serve de influência para a bolsa nova-iorquina. A queda no dólar index também estimulou o movimento de alta, que ganhou intensidade técnica a partir do rompimento da linha de 125 cents", comenta.
E, assim, a posição Dezembro acabou recuperando a média de 10 períodos, o que reforça o movimento positivo de curto prazo, afirma. "O desafio de alta é retomar o patamar de 130 cents e na sequência vencer a resistência em torno da média de 40 períodos. O objetivo é a linha de 100 períodos, tendo como meta gráfica o patamar de 140 cents", avalia o consultor.
Para ele, dúvidas em torno da próxima safra brasileira motivam ajuste positivo nos preços. "Já uma novo deslize e a perda da linha de 125 cents podem estimular novas ordens de venda. No entanto, o mercado deve encontrar denso suporte em 123 cents. Chuvas no Brasil e o avanço da oferta de Centrais, Colômbia e Vietnã podem voltar a jogar contra os preços", adverte.

Café no mercado físico (R$ por saca de 60 kg)

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 460-465

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 455-470

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 405-410

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 375-380

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) (cents por libra-peso)

  • Dezembro/2017: 126,85 (+2,55 pontos)

  • Março/2018: 130,60 (+2,50 pontos)

Fonte: Safras & Mercado

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou as negociações com alta de 0,34%, cotado a R$ 3,174 para a compra e a R$ 3,176 para a venda. Durante o dia, a moeda norte americana oscilou entre a mínima de R$ 3,164 e a máxima de R$ 3,179.
O Ibovespa encerrou com queda de 0,4%, aos 76.283,16 pontos. O volume negociado foi de R$ 7,158 bilhões.

Fonte : Canal Rural