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Número de cooperados cresce e Cooxupé receberá mais café

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A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), a maior exportadora de café do país, deve receber na safra 2015/16 um volume de 5,2 milhões de sacas do grão, pouco acima das 5 milhões de sacas recebidas no ciclo passado.

Embora haja expectativa de quebra na safra do grão arábica na área de atuação da cooperativa, o recebimento da Cooxupé vai crescer porque houve aumento de 15% no número de cooperados neste ciclo, segundo o presidente da Cooxupé, Carlos Alberto Paulino da Costa. A cooperativa tem quase 12 mil produtores associados e atua no sul de Minas, Cerrado Mineiro e Vale do Rio Pardo, em São Paulo.

Após evento ontem em São Paulo, para anunciar uma joint venture da Cooxupé com a AQIA Química Industrial, Paulino disse que os grãos colhidos nesta safra estão mais miúdos. "As peneiras 17 e 18 [classificação relativa ao tamanho do grão], que são mais valorizadas, estão representando 22% de cada lote colhido este ano. Normalmente, representam 30%", afirmou. Segundo ele, o desenvolvimento dos grãos foi afetado pelas altas temperaturas entre janeiro e fevereiro deste ano.

Grãos mais miúdos significam impacto na produtividade porque é necessário mais café para encher uma saca de 60 quilos.

Além dos grãos menores, a colheita está atrasada na região da Cooxupé. Até o dia 22 de agosto, a colheita pelos cooperados havia alcançado 79,32% ante 88,56% em igual data de 2014.

Em toda a área de atuação da Cooxupé – inclui os produtores que não são associados -, deve haver quebra da safra de café, mas Paulino não citou números. "É preciso esperar o fim da colheita", disse. Considerando toda a área de atuação, a produção somou 8 milhões de sacas em 2014/15. Desse volume, 5 milhões de sacas foram entregues à Cooxupé.

Para Paulino, o clima mais seco dos últimos dois anos deve ter impacto sobre a próxima safra, a 2016/17. "Há um efeito sobre a fisiologia da planta", afirmou.

Por Alda do Amaral Rocha | De São Paulo

Fonte : Valor