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Netafim renova a aposta no país

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Uma das maiores companhias do mundo no segmento de irrigação por gotejamento, a israelense Netafim está ampliando a aposta no ainda incipiente, mas crescente, mercado brasileiro. Com o aumento do interesse dos produtores após a prolongada estiagem no Centro-Sul do país em 2014 e a disseminação do conceito de que a irrigação pode servir ao incremento da produtividade das lavouras, independentemente do clima, a empresa estabeleceu como meta mais do que dobrar seu faturamento no país em três anos.

Recém-contratado para comandar essa escalada, Alexandre Gobbi, que trabalhou por 34 anos na multinacional suíça Syngenta, informa que a Netafim deverá faturar R$ 120 milhões em 2015 no Brasil – a receita global da empresa é de cerca de US$ 1 bilhão. "Nosso objetivo é chegar a R$ 300 milhões em 2017", diz. Considerando todo o mercado, estima, as vendas de equipamentos para irrigação alcançam cerca de US$ 400 milhões por ano no país, US$ 100 milhões dos quais referentes aos sistemas que usam gotejamento.

Ainda que sejam mais caros que os sistemas que usam pivôs centrais, os baseados em gotejamento – cuja instalação é mais complexa – têm registrado avanço mais acelerado no mercado. Conforme Gobbi, isso acontece por conta da economia de água e dos ganhos de produtividade que o gotejamento proporciona. A implantação de um sistema de irrigação por gotejamento em um cafezal custa de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil por hectare. Em uma plantação de hortifrutícolas, chega a R$ 7 mil e em um canavial, atinge R$ 8 mil.

De uma maneira geral, levando-se em conta os mais de 40 países onde a Netafim está presente, os produtores de hortifrutícolas são os principais clientes da empresa, mesmo que nos EUA, seu principal mercado, alfafa e milho sejam os grandes destaques. No Brasil, onde tem duas fábricas – em Ribeirão Preto, no interior paulista, e perto do Porto de Suape, em Pernambuco -, os segmentos de hortifrutícolas, café e citros lideram a demanda, mas a companhia já começou a vender seus sistemas para produtores de cana. "Essa área certamente vai passar a liderar nossas vendas", afirma Gobbi – que assumiu o cargo de presidente da companhia no Mercosul.

Fonte:Valor | Por Fernando Lopes | De São Paulo