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Índios da Bacia Amazônica se opõem a projeto de comércio de carbono

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Fonte: Globo Rural

Questão é abordada durante COP-17, em Durban

por Globo Rural On-line

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Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (1/12), representantes de nações indígenas da Bacia Amazônicaanunciaram oposição a um projeto de comércio de carbono na região.
Segundo membros da Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (Coica, na sigla em espanhol), que reúne povos de nove países latino-americanos, é necessário estabelecer um novo marco legal para a meta de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD).
"O REDD precisa ser reestruturado para que o dinheiro vá diretamente para as comunidades indígenas e não para os mercados de carbono", afirmou o equatoriano Juan Carlos Jintiach, coordenador da área de cooperação econômica da Coica.
O programa de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) tem como objetivo monetizar a capacidade de absorção de CO2 por parte das florestas e servir de instrumento para os países em desenvolvimento naredução de emissões.
A ampliação do programa, que está sendo discutida em Durban, onde acontece a 17ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-17), busca acrescentar elementos de proteção da biodiversidade e da gestão de florestas, bem como potencializar seu valor como armazenadora de CO2.
As Nações Unidas consideram que o novo REDD poderá canalizar investimentos dos países desenvolvidos de cerca deUS$ 30 bilhões anuais