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Índice da FAO de preços de alimentos tem acomodação

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Depois de cair por sete meses consecutivos, o índice de preços dos alimentos da FAO, o braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação, permaneceu praticamente estável em novembro, no menor patamar do ano. O indicador, que reflete as oscilações de uma cesta de 55 produtos comercializados em todo o mundo, encerrou o mês passado em 192,6 pontos, ante os 192,7 pontos registrados em outubro.

Embora os grãos e os óleos vegetais tenham subido em novembro, lácteos e açúcar recuaram, e dessa combinação resultou a estabilidade observada. Além de representar uma retração considerável em relação ao patamar de março (ver gráficos), o patamar de novembro também é 6,4% mais baixo que o do mesmo mês do ano passado.

Em comunicado, Abdolreza Abbassian, economista-sênior da FAO, informou que o movimento de queda do indicador parece ter chegado ao fim e é provável até que sejam registradas altas nos próximos meses.

O índice específico dos lácteos caiu 3,4% em novembro em relação a outubro e 29% na comparação com novembro de 2013, para 178,1 pontos. De acordo com a FAO, esse recuo reflete a maior disponibilidade de produtos para exportação e a redução das importações de grandes países consumidores como Rússia e China.

No caso do açúcar, a retração mensal foi de 3,2%, para 230 pontos, 8% menos que em novembro de 2013.. "Chuvas em regiões produtoras do Brasil atenuaram a preocupação com os canaviais do maior exportador mundial", informou o comunicado da FAO.

Entre os grupos de produtos que tiveram valorização, o destaque foram os cereais, cujo índice específico subiu pela primeira vez desde março deste ano. O aumento foi de 2,6% em relação a outubro e de 5,8% na comparação com novembro de 2013, para 183 pontos.

De acordo com a FAO, as condições de desenvolvimento das lavouras de trigo no Hemisfério Norte assustaram os investidores e motivaram o aumento das cotações do cereal. Em contrapartida, houve queda dos valores de comercialização do arroz, que começou a ser colhido nos principais fornecedores mundiais.

O segmento de óleos vegetais subiu 0,7% em novembro em relação a outubro, mas os 167,9 pontos registrados ainda representam uma queda de 17% ante novembro de 2013. E os preços da carnes permaneceram estáveis, apesar de um aumento generalizado dos cortes bovinos.

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Fonte: Valor | Por Fernanda Pressinott | De São Paulo