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Índice da FAO aponta alta dos alimentos

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O índice de preços globais de alimentos da FAO, a agência das Nações Unidas para agricultura e alimentação, voltou a subir em junho e permaneceu no maior patamar dos últimos anos. Puxado por carnes, lácteos e cereais, o indicador alcançou 175,2 pontos, 1,4% mais que em maio e segundo maior resultado dos últimos 12 meses, abaixo apenas que o de fevereiro (175,5). Em 2016, a média foi de 161,5 pontos.

Entre os grupos de produtos que compõem o índice o que registrou a maior valorização foi o dos lácteos. A alta em relação a maio foi de 8,3%, com destaque para a disparada da manteiga – em média, o produto subiu 14,1% e atingiu sua máxima histórica. O salto dos lácteos foi impulsionado pela redução da oferta de países exportadores, o que também influenciou valorizações de queijos e do leite em pó desnatado.

No grupo dos cereais, a alta apurada pela FAO em junho foi de 4,2% em relação ao mês anterior, em larga medidas por causa do aumento do trigo, provocado por problemas nas lavouras dos Estados Unidos. Mas o arroz também teve alta expressiva, sustentada pela demanda firme no mercado internacional. Em contrapartida, o milho se manteve em baixa, pressionado pelas fartas colheitas na América do Sul, principalmente no Brasil.

Já o indicador da FAO que mede especificamente as oscilações nos mercados de carnes fechou junho com variação positiva de 1,8% sobre maio, diretamente influenciada pela queda das exportações de carne bovina da Oceania e pela ainda "sólida" demanda global por carne suína. Do outro lado da balança, a carne de frango continuou em queda em razão de temores com a influenza aviária na Europa, na Ásia e na África.

Nos grupos formados por açúcar e óleos vegetais, houve quedas em junho – de 13,4% de 3,9%, respectivamente. Nos dois casos, as ofertas globais são confortáveis.

Mais em www.fao.org

Por Fernanda Pressinott e Fernando Lopes | De São Paulo

Fonte : Valor