Mulheres unidas por assistência de qualidade

Mulheres rurais de todas as regiões brasileiras estarão reunidas, durante dois dias, para pensar em ações e estratégias que melhorem a vida delas e de suas famílias no campo. Ao todo, serão 120 mulheres, em Brasília (DF)¸ nos dias 10 e 11 de dezembro, para a 2ª Conferência Nacional de Ater para Mulheres, promovida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O evento é uma etapa preparatória para a Conferência Nacional, prevista para 2016.

A conferência temática abordará, especialmente, as questões de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para as trabalhadoras do campo. Serão dois dias de debate, plenárias e trabalhos em grupos, discutindo os mesmos eixos da Conferência Nacional com um olhar voltado para o público feminino. “Nessa etapa, elas vão elaborar as propostas, a partir de seus olhares, de suas avaliações, para poderem participar das próximas fases. Além de discutirem todos os eixos da Nacional, as mulheres também vão debater estratégias de intervenção nessas conferências”, explica a diretora de Políticas para Mulheres Rurais e Quilombolas (DPMRQ/ MDA), Célia Watanabe.

Segundo Célia, a conferência temática será bastante representativa. “Existe uma preocupação em contemplar os diversos movimentos, as diversas organizações das mulheres de todo o País, de todas as regiões, com mulheres dos povos e comunidades tradicionais, mulheres jovens, da reforma agrária, entre outras.” Das 120 mulheres, 2/3 serão indicados pela sociedade civil e 1/3 por representantes dos governos.

Eixos

A 2ª Conferência Nacional de Ater (2ª Cnater) será norteada por eixos temáticos e transversais, os mesmos que serão discutidos nessa conferência para as mulheres. Os temáticos são: Sistema Nacional de Ater – fortalecimento institucional, estruturação, gestão, financiamento e participação social; Ater e políticas públicas para a agricultura familiar; e Formação e construção de conhecimentos na Ater. Os eixos transversais trabalharão Ater para mulheres rurais, para jovens rurais e para povos e comunidades tradicionais.

“A construção das propostas vai partir de um texto base, que já existe e que orienta as conferências territoriais, estaduais, a nacional, mas vai ser a partir de trabalhos em grupos, de plenárias, de debates que as mulheres vão construindo as propostas. Essa nossa conferência também cumpre o papel de mobilizar as mulheres, de fortalecer a participação delas nas conferências estaduais e na nacional”, esclarece Célia.

Para a diretora, ter um momento só com as trabalhadoras é de extrema importância. “A partir do olhar e da avaliação das mulheres, elas poderão propor novas formas e intervir com mais qualidade no espaço da Conferência Nacional. A gente entende que só quem pode falar de suas demandas é o público-alvo dessa política”, considera. 

Mulheres na agroecologia

Célia Watanabe comenta que as mulheres já vêm avançando na discussão de diversas políticas públicas, mas destaca uma em especial. “É visível a participação das mulheres rurais na construção e na vivência dos princípios agroecológicos, essa é uma grande demanda. Pensar como vamos ter uma Ater voltada para a produção agroecológica, para a produção de alimentos saudáveis, é um aspecto em que as mulheres contribuem bastante.”

A diretora acredita que essa etapa temática será muito propositiva. “A expectativa é que a gente tenha uma conferência muito participativa, que possamos fazer belos debates, ter uma avaliação bem pé no chão dos serviços e da política de Ater de hoje e que possa construir propostas que façam a diferença”, elenca.

Cartilha Fomento

Durante o evento, as participantes receberão a Cartilha Fomento Mulher.

A linha de crédito, específica para mulheres da reforma agrária, apoia projetos de segurança alimentar e nutricional até R$ 3 mil, com taxas de juros de 0,5% e aporte de 80% do Governo Federal – ou seja, as assentadas só precisam devolver ao banco 20% do valor do crédito atualizado. Além disso, elas têm até um ano para pagar.

Para saber mais sobre o Fomento Mulher, basta acessar a cartilha disponível aqui.

>> Confira aqui a programação.

>> Para saber mais sobre a 2ª Cnater, acesse o site.

Jalila Arabi
Ascom/ MDA

Fonte : MDA