MS já colheu mais de um quarto da área cultivada com soja

 

Condições climáticas desfavoráveis provocam atraso na colheita.
Estado cultivou nesta temporada 2,4 milhões de hectares.

Caminhão carregado com soja atola em estrada vicinal de Mato Grosso do Sul (Foto: Reprodução/TV Morena)

Caminhão carregado com soja atola em estrada vicinal de Mato Grosso do Sul (Foto: Reprodução/TV Morena)

Os agricultores de Mato Grosso do Sul colheram até sexta-feira passada (12), 26,2% da área cultivada com soja no ciclo 2015/2016. Os dados são de circular do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga), da Associação dos Produtores da oleaginosa no estado (Aprosoja/MS). Neste ciclo, a área semeada com o grão atingiu os 2,4 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com o Siga, o trabalho segue mais acelerado nas regiões sudeste e sudoeste do estado, onde o percentual médio de áreas colhidas chegou a 33%, enquanto que ocorre em ritmo bem menor no centro e norte, com 12% de média. O município que está mais avançado no procedimento é Aral Moreira, com aproximadamente 60% de área colhida, enquanto queBonito é o mais atrasado, com somente 3%.

saiba mais

Segundo a circular, a colheita está atrasada em todas as regiões do estado quando comparada ao andamento das últimas três safras. O retardo foi provocado pelas condições climáticas desfavoráveis que afetaram todo ciclo produtivo.

Primeiro a estiagem em outubro de 2015, época da semeadura, que forçou muitos produtores a aguardarem a chuva e a melhoria da umidade do solo para o plantio. Depois foi o excesso de chuva, entre dezembro e janeiro, o que alagou muitas áreas, provocando, inclusive, algumas perdas, além de favorecer o desenvolvimento de doenças nas lavouras.

O grande volume de chuvas, além disso, também afetou a infraestrutura logística, as estadas e pontes, utilizadas pelos produtores para chegar até as lavouras, o que dificultou o manejo adequado das áreas cultivadas e retardou o início da colheita, além de estar afetando neste momento, o escoamento da produção nas áreas onde o trabalho já foi realizado.

Anderson ViegasDo G1 MS

Fonte : Globo