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MP deflagra 7ª fase da operação Leite Compen$ado no Norte do RS

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Fraude consiste na adição de água e sal ao leite por parte de alguns produtores de seis cidades

Sal era adicionado ao leite com água para ampliar o ponto de congelamento do líquido e mascarar a fraude | Foto: Ministério Público / Divulgação / CP

Sal era adicionado ao leite com água para ampliar o ponto de congelamento do líquido e mascarar a fraude | Foto: Ministério Público / Divulgação / CP

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  • José Ody

Foi deflagrada nesta quarta-feira a 7ª fase da operação Leite Compen$ado. Devem ser cumpridos 17 mandados de prisão e outros 17 de busca e apreensão em seis municípios do Norte gaúcho. A ação é coordenada pelas promotorias de Justiça Especializada Criminal  e de Defesa do Consumidor do Ministério do Público gaúcho, com o apoio da Brigada Militar (BM), Receita Estadual, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Ministério Público (MP) de Santa Catarina.
A fraude consiste na adição de água e sal ao leite por alguns produtores dos municípios de Machadinho, Maximiliano de Almeida e Viadutos. Segundo o MP, o leite era coletado pela empresa Transportes Rafinha, dos sócios Walter Roberto Krukowski e Paulo César Bernstein. Eles trabalhavam, também, como motoristas de caminhões refrigeradores, assim como os funcionários da empresa Divonir Longo Rambo, Sidmar Ribeiro Rodrigues, Indionei Eliezer de Souza, Genoir Roque Hojnowski, Paulo César Ruhmke e Matheus Alberto Burggraf.
De acordo com a coordenação da operação, há 62 laudos do Mapa constatando adulteração, entre outras irregularidades. Segundo a promotoria de Justiça do MP, depois de adulterado, o leite era entregue em dois postos de resfriamento em Erechim e Jacutinga. Mandados de busca e apreensão em propriedades rurais e postos de resfriamento também estão sendo cumprido em Gaurama, na região do Alto Uruguai.
Conforme as investigações, os suspeitos de adulteração, tanto produtores quanto motoristas, adicionavam sal ao leite com água para ampliar o ponto de congelamento do líquido e mascarar a fraude. Segundo as investigações, a regra era a adição de água na proporção de 10% do volume. No entanto, alguns produtores chegaram a adicionar 200 litros de água em 500 litros de leite (produção média diária das propriedades), uma adulteração de até 40%. O valor resultante da fraude era dividido mensalmente entre produtores, motoristas e empresários.
Leite era entregue em dois postos de resfriamento: Rempel & Coghetto Ltda, em Jacutinga, e Cotrel (Cooperativa Tritícola Erechim Ltda), em Erechim. Faziam parte do esquema o proprietário do posto em Jacutinga, Amauri Rempel e as laboratoristas Andresa Segatt e Elizete Marli Bessegato, bem como os sócios da Cotrel, Arino Adalberto Adami e Angelo Antonio Paraboni Filho. Os responsáveis pelas empresas tiveram as prisões preventivas decretadas por receberem o produto adulterado e não informarem ao Mapa da fraude. As laboratoristas eram as encarregadas de fazer alterações ou omitir dados nas planilhas de análises de leite para o controle posterior do Mapa.

Fonte: Correio do Povo