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Monocultura estanca produtividade em MT

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Estagnação na cultura da soja no Estado foi tema de debate durante a Vitrine Agropec

Alisson Freitas

Monocultura estanca produtividade em MT

Foto:Elyson Mário Soligo/Ampliar foto

A estagnação da produtividade de grãos na agricultura de Mato Grosso foi um dos temas abordados no 10º Circuito Aprosoja, realizado na tarde de 12 de agosto, como parte da programação da Vitrine Agropec, durante a 43ª Exposul, em Rondonópolis, MT. Segundo dados da Aprosoja, a produtividade de soja do Estado está estagnada em 51 sacas por hectare há, pelo menos, 14 anos.

Daniel Glad, consultor e ex-presidente da Pioneer Sementes Brasil, aponta que um dos fatores que tem estancado a produtividade local é a sucessão de monoculturas. “A agricultura tropical tem que ser variada, mas, infelizmente, os produtores mato-grossenses investem em apenas duas culturas: a soja, no verão; e o milho, na segunda safra”, afirma.

Dor de cabeça para agricultores de qualquer região do País, as pragas também foram lembradas por Glad como outro entrave. O consultor afirma que o aumento da resistência dos insetos e plantas daninhas tem encarecido os investimentos em cada safra, com produtores chegando a gastar mais de R$ 600 em agroquímicos.

Segundo ele, o longo período de plantio tem contribuído para esse cenário. “No Brasil, plantamos soja de setembro a janeiro. Isso facilita a ida dos insetos para diferentes propriedades, pois quando estão acabando com uma parte da lavoura já tem outra nova os esperando”, explica.

Plantio de precisão – A preocupação com o plantio tem ganhado cada vez mais força no campo. No mesmo evento, Lucas Siqueira, gerente de negócios da Precision Planting, apresentou uma alternativa para que produtor tenha maiores resultados na colheita. Por meio de um sensor, o software desenvolvido pela empresa mapeia toda a propriedade e apresenta ao produtor o número de sementes necessário para cada talhão, assim como o tratamento da terra e a velocidade de plantio. “Antes de falarmos em agricultura de precisão é necessário pensarmos em precisão de plantio. Algumas áreas demandam apenas uma semente, já outros 2,5 sementes. Pode parecer pouco, mas qualquer economia é essencial para o produtor”, afirma.

A Precision Planting foi adquirida pela Monsanto há três anos, mas só chegou ao mercado brasileiro neste ano. Durante o período, a solução foi adaptada para as conduções tropicais para entregar os mesmos resultados obtidos fora do País. A tecnologia tem sido usada em algumas propriedades do Mato Grosso, Goiás, Bahia, Paraná e Oeste de Minas Gerais.

Fonte: Portal DBO