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Minerva terá aporte de capital do IFC

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Após quase um ano de negociações, a Minerva Foods, terceira maior processadora de carne bovina do país, anunciou na noite de ontem que o Internacional Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial para o setor privado, comprará uma participação de até 2,99% no capital do frigorífico. Pelo preço de fechamento das ações da Minerva ontem, esse aporte de capital gira em torno de R$ 45 milhões.

Além desses recursos, a Minerva também obteve um financiamento de R$ 137,7 milhões junto ao IFC. Conforme fato relevante protocolado pela companhia na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), esse empréstimo será amortizado semestralmente a partir de outubro de 2015, acrescido da taxa de Certificado de Depósito Interbancário (CDI) de 2,35% ao ano. Pelos termos do acordo com o IFC, o contrato de financiamento será quitado pelo frigorífico em abril de 2023.

No mesmo anúncio dos investimentos do IFC, a Minerva também informou que encerrou o programa de recompra de ações criado pelo conselho de administração da companhia em 18 de fevereiro deste ano. Ao todo, foram recompradas 9,5 milhões de ações da empresa.

Essas ações, mantidas na tesouraria, poderão ser vendidas em até 180 dias. Não está claro, porém, se a aquisição de participação acionária do IFC será por meio dessas ações. No fato relevante, a processadora de carne bovina apenas informa que a compra de até 2,99% de participação no capital se dará por meio de ações em tesouraria.

O investimento do IFC na Minerva marca a volta dos investimentos da entidade no setor frigorífico. A instituição tornou-se mais rigorosa com os frigoríficos depois do trauma sofrido com um empréstimo de R$ 90 milhões concedido ao Bertin em 2007 para um projeto de pecuária sustentável no Pará. Criticado por ambientalistas, o acordo do IFC com o Bertin foi rompido após uma denúncia do Ministério Público e do Greenpeace.

Para a Minerva, o investimento do IFC representa uma chancela de governança. "Não é uma mudança estrutural relevante, mas o IFC traz um selo de governança e sustentabilidade", afirmou, em entrevista a jornalistas em outubro de 2012, o diretor-presidente da companhia, Fernando Galletti de Queiroz. Na ocasião, o executivo informou que o aporte do IFC aconteceria por meio de um empréstimo de longo prazo ou pela compra de ações. Optou-se pelas duas alternativas.

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Fonte: Valor | Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo