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Minerva avalia solução para processados

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NILANI GOETTEMS/VALOR

A Minerva Foods, terceira maior produtora de carne bovina do Brasil, sinalizou ontem que a venda de sua área de processados, a Minerva Fine Foods (MFF), não é a única opção para atender ao acordo firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em encontro com jornalistas ontem, em São Paulo, o diretor financeiro da empresa, Edison Ticle, afirmou que a cisão da MFF também é possibilidade estudada.

A necessidade de encontrar uma solução envolvendo a MFF é uma decorrência da decisão do Cade anunciada em agosto. O órgão antitruste autorizou a compra dos ativos de bovinos da BRF pela Minerva, mas determinou uma solução "estrutural" para que a BRF não controle, direta ou indiretamente, a MFF, já que a BRF passará a ter 15,2% do capital da Minerva. Na prática, o Cade demonstrou preocupação com a concentração que a BRF, que já é líder com as marcas Sadia e Perdigão, teria nos mercados de quibe, almôndegas e produtos processados de frango e frios saudáveis.

"Temos opções. Uma delas é a venda da MFF. A outra é alguma operação societária na qual a BRF deixa de ter participação direta ou indireta na MFF. Estamos avaliando, mas a gente se comprometeu com o Cade com essa solução estrutural", afirmou Ticle.

Segundo ele, a Minerva tem pelo menos outras "quatro ou cinco" opções em avaliação para cumprir o acordo com o Cade. Ele não revelou o prazo determinado pelo órgão antitruste para que a empresa encontre a "solução estrutural", mas assegurou que esse prazo é "dilatado" e que não há "urgência" na decisão.

No ano passado, a MFF registrou receita líquida de R$ 130,6 milhões – ontem, Ticle afirmou que a MFF é uma empresa de faturamento de cerca de R$ 200 milhões. Como um todo, a receita líquida da Minerva foi de R$ 5,456 bilhões em 2013.

O executivo também reafirmou a intenção da empresa de expandir as operações na América do Sul. Segundo ele, a Minerva deseja ampliar a participação de suas operações na América do Sul para 40% da receita nos próximos três a quatro anos. Hoje, 25% do faturamento é gerado pelas operações da Minerva no Paraguai e no Uruguai.

Segundo Ticle, a Minerva também pretende crescer em países onde ainda não atua e está sempre atenta a oportunidades. Recentemente, a Minerva indicou que a Colômbia consta de seu plano de expansão, mas ainda não há nada definido. Outro país sempre citado é a Argentina, mas isso só seria possível se a situação política e econômica do país sul-americano fosse resolvida.

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Fonte: Valor | Por Luiz Henrique Mendes | De São Paulo