MILHOAGRICULTURAMAIS MILHO – ABERTURA DE MERCADO – Preço do milho atinge R$ 44,50 em Campinas (SP)

Fonte:Divulgação

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O milho em Chicago fechou em alta nesta segunda-feira, dia 12. Após ser pressionado por um movimento de correção técnica, o mercado se recuperou, com base na boa demanda pelo cereal americano e também em meio aos receios em torno da safra argentina.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de 254,8 mil toneladas por parte dos exportadores privados para destinos não revelados. Outras 107,7 mil toneladas foram vendidas para o Japão.

As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1,376 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 8 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).Na semana anterior os embarques haviam atingido 979,5 milhões de toneladas.

Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1,565 milhão de toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1º de setembro, as inspeções somam 20,323 milhões de toneladas, contra 28,924 milhões de toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Brasil
O mercado brasileiro de milho abriu a semana mantendo o cenário de preços bem firmes nas principais praças de comercialização. As ofertas de milho no mercado existem, mas a preços altos caso o comprador busque o abastecimento. De acordo com a Safras & Mercado, o preço do cereal em Campinas (SP) já chegou a ser comercializado por R$ 44,50.

De acordo com a XP Investimentos, na maioria dos casos em que o comprador voltou ao mercado, ele foi forçado a pagar ágio de R$ 1 a R$ 2 por saca. Intermediários e silos fazem consultas frequentes para novos negócios, mas também acabam desistindo para não trabalhar descasados.

 

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Maio/2018: 3,90 (+0,25 cents)

  • Julho/2018: 3,98 (+0,50 cents)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 42,00

  • Paraná: 40,00

  • Campinas (SP): 44,50

  • Mato Grosso: 30,00

  • Porto de Santos (SP): 33,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 34,00

  • São Francisco do Sul (SC): 33,50

Fonte: Safras & Mercado e XP Investimentos

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou a negociação em alta de 0,18%, cotado a R$ 3,256 para compra e a R$ 3,258 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,252 e a máxima de R$ 3,267.
O Ibovespa encerrou em alta de 0,61%, aos 86.900 pontos. O volume negociado foi de R$ 8,693 bilhões.

Fonte: Safras & Mercado

Soja

Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos. As preocupações com o clima na Argentina garantiram a elevação, ainda que moderada.
Institutos indicaram que as chuvas do final de semana na Argentina ficaram aquém do esperado. Há previsão de mais chuvas ao longo da semana, mas o retorno da umidade não deverá impedir um corte considerável no potencial produtivo daquele país.
Já nos Estados Unidos, as inspeções de exportação norte-americanas de soja chegaram a 910,2 mil toneladas na semana encerrada no dia 8 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1,013 milhão de toneladas. No ano passado, em igual período, o total embarcado fora de 678 mil toneladas.
No acumulado do ano-safra, iniciado em 1º de setembro, as inspeções estão em 39,704 milhões de toneladas, contra 45,055 milhões de toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Brasil
Mesmo com Chicago e dólar subindo, o mercado brasileiro de soja teve uma segunda de pouca movimentação. Os preços pouco oscilaram no Brasil e não houve registro de negócios relevantes. De acordo com a consultoria Radar Investimentos, as referências em Santos (SP) giram ao redor de R$ 80 a R$ 81 por saca de acordo com o pagamento
Safra 2017/2018
Segundo a consultoria Safras & Mercado, a produção brasileira de soja na safra 2017/2018 deverá totalizar 117,273 milhões de toneladas, com aumento de 2,7% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 114,23 milhões de toneladas.
Na comparação com o relatório anterior, houve uma elevação de 1,628 milhão de toneladas. Em 18 de fevereiro, a estimativa era de 115,645 milhões de toneladas.
Com as lavouras em fase de colheita, a Safras indica aumento de 3,9% na área, que ficou em 35,14 milhões de hectares. No ciclo 2016/2017, o plantio ocupou 34,964 milhões de hectares. O levantamento indica que a produtividade média deverá passar de 3.395 quilos por hectare para 3.354 quilos.
O aumento na estimativa de produção se deu por ajustes positivos nas produtividades esperadas na maior parte dos estados produtores do país. Os trabalhos de colheita vêm revelando grandes produtividades em todo o país, amparando o aumento nas estimativas.
"A exceção fica com o Rio Grande do Sul, que teve um ajuste negativo na produtividade esperada devido ao clima adverso registrado na região Sul do estado ao longo das últimas semanas", destaca o analista Luiz Fernando Roque. "É possível vermos novos recordes de produtividades em estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo", completa.
No Norte/Nordeste, surpreendem as produtividades da região do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (Matopiba). O clima se mostrou positivo ao longo de todo o desenvolvimento das lavouras no país, com pequenas exceções. Tal fato trouxe um ambiente favorável para uma nova superprodução brasileira.

Colheita
A colheita de soja atinge 45,7% da área estimada, conforme levantamento de Safras & Mercado, com dados recolhidos até 9 de março. Na semana passada, o número era de 30,8%. Os trabalhos estão atrasados em relação a igual período do ano passado (55,9%) e também em relação à média histórica dos
últimos cinco anos (49,6%).

 

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Maio/2018: 10,41 (+1,75 cents)

  • Julho/2018: 10,51 (+2,75 cents)

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 75,00

  • Cascavel (PR): 72,50

  • Rondonópolis (MT): 67,50

  • Dourados (MS): 67,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 79,50

  • Porto de Rio Grande (RS): 79,50

  • Santos (SP): 78,50

  • São Francisco do Sul (SC): 79,00

Fonte: Safras & Mercado e Radar Investimentos

Café

Nova York
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da segunda-feira com preços mais baixos. Em mais uma sessão volátil, NY fechou abaixo da importante linha de US$ 1,20 por libra-peso.
Fatores técnicos exerceram pressão sobre NY, que foi testando níveis mais baixos. O mercado não se afastou muito da linha de US$ 1,20 e pode ter adiante uma recuperação técnica. O dólar firme contra o real e a queda do petróleo contribuíram para o fechamento no terreno negativo do arábica nova-iorquino.
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres encerrou as operações da segunda-feira com preços mais baixos para o café conilon. As cotações foram pressionadas no dia pela desvalorização do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) e pelo movimento negativo também para o petróleo.
Brasil
O mercado brasileiro de café teve uma segunda-feira de preços mais baixos. A queda em Nova York para o arábica e a perda da importante linha de US$ 1,20 a libra-peso na bolsa acabou pressionando os arábicas no país. Apenas os cafés mais fracos de qualidade e o conilon tiveram estabilidade. Com o cenário desfavorável na bolsa, o dia foi parado nos negócios.

 

Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

  • Maio/2018: 119,45 (-0,70 pontos)

  • Julho/2018: 121,70 (-0,70 pontos)

Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

  • Maio/2018: 1.779 (-US$ 11)

  • Julho/2018: 1.791 (-US$ 9)

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 425-430

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 430-435

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 390-395

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 300-305

Fonte: Safras & Mercado

Boi

O mercado físico do boi gordo seguiu com poucas alterações no decorrer desta segunda-feira. Os frigoríficos iniciaram a semana com suas escalas de abate ainda posicionadas entre dois e três dias úteis. Segundo a consultoria Safras & Mercado, até o momento não há sinais de reajustes dos preços de balcão. 
Como as margens operacionais recuaram de maneira intensa nos últimos meses, indústrias locais começam a diminuir o ritmo de abates. A medida visa adaptar a oferta ao nível atual de demanda, evitando os estoques caros.
Enquanto isso, os pecuaristas seguem optando pela retenção dos animais, em linha com a boa condição das pastagens neste momento.
Já o mercado atacadista voltou a se deparar com preços mais baixos no decorrer do dia. A expectativa é por continuidade desse movimento no curto prazo, em linha com a complicada situação das proteínas concorrentes. 
Para a vaca gorda, em algumas regiões, o período de descarte provoca aumento da oferta e consequentemente ofertas de compra com preços abaixo da referência. No Triângulo Mineiro, por exemplo, a referência para a vaca gorda está em R$ 124 a arroba, à vista, livre do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). Em relação à sexta-feira, dia 9, houve uma queda de 1,6%.
Para o curto prazo, a expectativa é de que o aumento da oferta de fêmeas continue, cenário comum para este período do ano.

Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba
(pagamento à vista)

  • Araçatuba (SP): 145,50

  • Belo Horizonte (MG): 138,00

  • Goiânia (GO): 134,00

  • Dourados (MS): 133,00

  • Mato Grosso: 128,50 – 133,00

  • Marabá (PA): 130,00

  • Rio Grande do Sul (oeste): 4,75 (kg)

  • Paraná (noroeste): 143,00

  • Tocantins (norte): 128,00

  •  

Fonte: Safras & Mercado, Scot Consultoria e XP Investimentos

Previsão do tempo

Sul

Em boa parte do Rio Grande do Sul e do sul de Santa Catarina o tempo continua seco e ensolarado ao longo do dia por conta de uma massa de ar seco que atua sobre essas áreas.
Já no noroeste gaúcho e no restante da região Sul, as pancadas de chuva ocorrem principalmente a partir da tarde, influenciadas por ventos fortes em altitude que sopram em direção ao oeste da região.

Sudeste

Nesta terça-feira chove em todo o Sudeste por conta de duas áreas de instabilidades no alto da atmosfera, uma entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais e outra na divisa entre o Mato Grosso do Sul e São Paulo. Os maiores acumulados se concentram no interior paulista e no oeste mineiro.

Centro-Oeste

A chuva segue persistente em todo o Centro-Oeste nesta terça-feira. Pela manhã chove forte no noroeste de Goiás e também em Mato Grosso. Já durante a tarde, as pancadas mais intensas ocorrem também no oeste mato-grossense, onde não se descarta o risco para temporais.

Nordeste

A chuva se espalhada pela maior parte do Nordeste nesta terça-feira, especialmente no oeste e sul da Bahia, onde as pancadas ocorrem de forma mais intensa e com maiores acumulados.
Entre Alagoas e parte da Paraíba, o tempo fica seco devido a atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis que se encontra mais afastado no oceano.

Norte

O tempo seco continua predominando em Roraima devido a formação de uma massa de ar seco que inibe a formação de nuvens mais carregadas. Nas demais áreas da região Norte, as pancadas de chuva ocorrem a qualquer hora do dia, principalmente no sul do Pará e no Tocantins. Nesta região, os acumulados são bastante elevados e com grande potencial para transtornos, devido a atuação de instabilidades tropicais.

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Fonte:  Canal Rural