MERCADO E CIAAGRICULTURAMILHO – ABERTURA DE MERCADO – Milho: cotação em Chicago sobe após exportação dos EUA aumentar 80% em uma semana

Fonte:Ivan Bueno

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais altos. O bom resultado das exportações semanais americanas sustentou as cotações.

As vendas líquidas dos Estados Unidos de milho para a temporada comercial 2017/2018, que tem início no dia 1º de setembro, ficaram em 1,558 milhão de toneladas na semana encerrada em 14 de dezembro. O número ficou 80% superior à semana anterior e 82% acima da média das últimas quatro semanas.

Para a temporada 2018/2019, foram mais 2,3 mil toneladas. Os analistas esperavam de 800 mil a 1,3 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas.

Com previsão de chuvas para a América do Sul os mercados não conseguiram uma forte movimentação as vésperas do feriado prolongado. Nesta sexta-feira, 22, haverá apenas meio pregão na bolsa de Chicago.

A expectativa agora fica com o perfil das exportações dos Estados Unidos e do clima na América do Sul para janeiro.

No Brasil, o mercado brasileiro de milho teve uma quinta-feira de escassas mudanças, com ritmo lento de negócios, praticamente parado. Às vésperas das festividades de Natal e de Ano Novo, há pouco interesse e participação de compradores e vendedores

 

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Março/2018: 3,51 (+2,00 cent)

  • Maio/2018: 3,59 (+2,00 cent)

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 31,00

  • Paraná: 29,00

  • Campinas (SP): 34,00

  • Mato Grosso: 20,00

  • Porto de Santos (SP): 32,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 32,00

  • São Francisco do Sul (SC): 32,00

Fonte: Safras & Mercado

Soja

Os contratos da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com vencimentos mistos. O clima úmido que favorece as lavouras Argentina e o movimento de venda por parte de fundos determinaram a sexta sessão consecutiva de perdas na bolsa internacional.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2017/2018, com início em 1º de setembro, ficaram em 1,742 milhão de toneladas na semana encerrada em 14 de dezembro. O número ficou 20% superior à semana anterior e 34% acima da média das últimas quatro semanas.
Para a temporada 2018/2019, foram mais 20 mil toneladas. Os analistas esperavam entre 1 milhão e 2,15 milhões de toneladas, somando as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Enquanto isso, a produção de soja da Argentina na safra 2017/2018 deve atingir 53 milhões de toneladas, contra 55 milhões do ano passado. A estimativa é do Ministério da Agricultura do país. Em relação à área, a entidade manteve a projeção em 16,68 milhões de hectares. No ano anterior, a semeadura cobriu 18 milhões de hectares.
O plantio no país argentino atingiu 70,9% da área. O número faz parte do boletim semanal da Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Na comparação com a semana anterior, houve um avanço 7,4 pontos percentuais. O plantio segue 5 pontos atrasados na comparação com o ano anterior. 
Aqui no Brasil o dia foi de poucos negócios e preços entre estáveis e mais baixos no mercado brasileiro de soja. Apesar da alta do dólar, Chicago caiu pela sexta sessão consecutiva, afastando os negociadores.

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Janeiro/2018: 9,48 (-5,25 cents)

  • Março/2018: 9,59 (-5,50 cents)

  •  

  • Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

    • Passo Fundo (RS): 69,00

    • Cascavel (PR): 68,50

    • Rondonópolis (MT): 63,00

    • Dourados (MS): 64,00

    • Porto de Paranaguá (PR): 73,00

    • Porto de Rio Grande (RS): 73,00

    • Santos (SP): 73,00

    • São Francisco do Sul (SC): 73,00

    Fonte: Safras & Mercado

    Café

    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações da quinta-feira com preços mais baixos. As cotações caíram diante de fatores técnicos, com o mercado com dificuldades de se afastar da linha de US$ 1,20 a libra-peso diante da tranquilidade no abastecimento global.
    Completando o cenário de pressão, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nova estimativa para a produção brasileira de café em 2017, revisando para cima a safra de 44,8 para 45 milhões de sacas. Embora seja um ligeiro aumento, sinaliza para o mercado que a safra pode ter sido melhor que o esperado, trazendo ainda maior conforto aos compradores.
    Londres
    A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café conilon encerrou com preços mais baixos. As cotações caíram no dia acompanhando a desvalorização do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures).
    Fatores técnicos predominaram no dia. Segue o sentimento de tranquilidade no abastecimento global, especialmente com a grande safra do Vietnã de robusta.
    Brasil
    No mercado interno, o café uma quinta-feira arrastada na comercialização, praticamente parada, com fraco interesse de ambas as pontas, compradora e vendedora. Houve apenas negócios pontuais no dia. As cotações permaneceram estáveis no país.

    Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

    • Março/2018: 122,25 (-0,90 pontos)

    • Maio/2018: 124,55 (-0,90 pontos)

    Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

    • Janeiro/2018: 1.705 (-US$ 7)

    • Março/2018: 1.705 (-US$ 7)

    • Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

      • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 450-455

      • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 455-460

      • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 455-460

      • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 355-360

      Dólar e Ibovespa

      O dólar comercial fechou em leve alta de 0,45%, cotado a R$ 3,309 na venda, com os investidores adotando uma postura mais cautelosa com a proximidade do final do ano e diante de rumores de que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s poderia mudar o rating do Brasil, que é a nota de crédito, ainda este ano.
      "Não se espera oscilações tão grandes agora, essa é praticamente a última semana do ano, pois semana que vem o volume já tende a ser muito reduzido. Além disso, há uma série de questões que preocupam para o ano que vem", disse o consultor de câmbio da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.
      Entre às questões, está a possibilidade de o Brasil ter ser rating rebaixado, já que a reforma da Previdência não foi votada este ano. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tranquilizou um pouco o mercado ao afirmar que nas conversas em que 
      teve com as agências não houve declarações sobre potenciais mudanças de 
      rating.
      Além do temor sobre a nota de crédito, investidores já começam a se preocupar com o ano que vem, quando serão retomadas as discussões sobre a Previdência e sobre o cenário eleitoral, com o ministro da Fazenda podendo ser um dos candidatos.
      "As indefinições já no início do ano quanto ao rumo da reforma previdenciária mantêm o tom de cautela. Dólar muito acima de R$ 3,30 permanece improvável, mas recuar abaixo de R$ 3,25 sem novidades políticas também parece improvável", reiteraram os analistas da Lerosa Investimentos, em relatório.
      O Ibovespa encerrou com alta de 2,41%, aos 75133 pontos. O volume negociado foi de R$ 9,956 bilhões.

      Boi

      Os preços do boi gordo ficaram entre estáveis a mais altos nesta quinta-feira no Brasil. O mercado segue sustentado, mas com menor pressão altista, se comparado ao observado nas últimas semanas.
      De acordo com a Scot Consultoria, a maior parte dos frigoríficos já encerrou as compras para 2017 e trabalha a originação de gado para a primeira semana de janeiro.
      As empresas não demonstram o mesmo “apetite” das últimas semanas para as compras neste momento, reflexo de uma situação mais incerta quanto ao escoamento da carne bovina no mercado atacadista em curto prazo.
      Boa parcela dos produtores também já opta por reduzir as vendas, o que deverá contribuir com uma redução da movimentação de mercado na última semana do ano.
      Segundo a Safras & Mercado, a expectativa ainda é por alguma alta dos preços, entretanto de maneira moderada. A oferta de animais terminados segue restrita, situação que não deve mudar até meados do primeiro bimestre. Esse seria o principal fator de sustentação dos preços em um período que conta com o arrefecimento da demanda.

      Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba

      • Araçatuba (SP): 146,50

      • Belo Horizonte (MG): 144,50

      • Goiânia (GO): 142,50

      • Dourados (MS): 132,50

      • Mato Grosso: 127,00-131,00

      • Marabá (PA): 134,00

      • Rio Grande do Sul (oeste): 4,70 (kg)

      • Paraná (noroeste): 138,50

      • Tocantins (norte): 137,00

Fonte: Safras & Mercado e Scot Consultoria

Previsão do tempo

A madrugada desta sexta-feira é marcada por pancadas de chuva e descargas elétricas sobre alguns municípios do centro- norte de Mato Grosso, sudeste do Amazonas, Tocantins, centro de Goiás e sul do Piauí.
O destaque vai para a chuva constante, com alguns pontos moderados, em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, onde a cidade de Avaré em São Paulo foi o que apresentou o maior acumulado nesta madrugada, sendo o maior valor já observado, em um período de 24 horas, desde o início de novembro deste ano.
Porém, ressalta-se que a chuva mais volumosa durante a noite de quinta foi sobre o Rio de Janeiro.

Sul

Nesta sexta-feira, as instabilidades aumentam no oeste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e volta a chover de maneira moderada a forte na metade oeste dos dois estados. Já a chuva no estado paranaense é mais generalizada e deve ocorrer preferencialmente à tarde. Os maiores acumulados ocorrem no norte e oeste do Paraná, que ainda tem alerta para temporais.
A chuva cai de maneira mais isolada no litoral norte de Santa Catarina, por causa de ventos que sopram do mar contra a costa. Apesar da chuva, as temperaturas da tarde se elevam em todo o Sul, principalmente no Rio Grande do Sul. Na faixa oeste gaúcha, as temperaturas passam dos 35ºC.

Sudeste

As instabilidades continuam a trazer pancadas de chuva entre períodos de melhoria sobre a região, entre São Paulo, Rio de Janeiro e boa parte de Minas Gerais, com chuva forte principalmente no interior paulista e no sul e no Triângulo Mineiro.
No sul de Minas, a tarde tem sensação térmica mais baixa por conta do excesso de nuvens. Tempo firme apenas do norte de Minas Gerais ao oeste do Espírito Santo. A temperatura da tarde sobe no sul e leste de São Paulo por conta das aberturas ao longo do dia e a sensação volta a ser de abafamento nesta área.

Centro-Oeste

Chuvas em forma de pancadas com trovoadas atingem de forma localizada o Centro-Oeste, a partir de áreas de instabilidade tropicais, que atingem uma ou outra cidade. Há condição para uma tarde com temperaturas abafadas.
A chuva mais forte cai na metade sul de Mato Grosso do Sul, sul e leste de Goiás e também no nordeste de Mato Grosso. Nos últimos dois estados a precipitação ainda ocorre de forma passageira. Já nas áreas do sul-mato-grossense a chuva já ocorre pela manhã e ganha força ao longo do dia.

Nordeste

A chuva ganha força sobre o Rio Grande do Norte e Ceará. Trata-se de chuvas atípicas para esta época do ano e que estão associadas à borda de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis com centro no interior da Bahia. A chuva é generalizada e acontece a qualquer hora.
Chove também em forma de pancadas sobre o Piauí, Maranhão e Paraíba. Tempo firme somente no sertão e em grande parte da Bahia, onde as temperaturas da tarde também seguem elevadas e com umidade relativa do ar mais baixa.

Norte

Pouco mudam as condições de tempo no Norte, que continua com tempo instável e pancadas de chuva ao longo do dia, se alternando com períodos de sol em todos os estados. A chuva mais forte se concentra no sul do Amazonas e em Rondônia, que devem receber os maiores acumulados. A sensação é de calor mesmo com a chuva.

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Fonte: Canal Rural