Mercado de adubos no Estado deve crescer 8%

Previsão do sindicato das indústrias de fertilizantes se baseia no cenário da produção de grãos no Rio Grande do Sul

Com o desenvolvimento da safra brasileira de grãos, a cada ano batendo recordes e com expectativa de aumentar ainda mais nos próximos períodos, os fabricantes e revendedores de insumos também celebram esta evolução e buscam acompanhar o crescimento de mercado.
A previsão do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag) para o mercado de defensivos agrícolas em 2013 é de expansão de 8%, em dólar, sobre o montante de US$ 9,71 bilhões registrado em 2012. A expectativa, portanto, é de que as vendas atinjam US$ 10,48 bilhões em dezembro deste ano.
De janeiro a agosto, foram entregues no País 18,82 mil toneladas, alta de 5,6% acima do mesmo período do ano passado, com 17,83 mil toneladas. Os gaúchos também estão acompanhando este movimento da indústria nacional. A alta em relação a 2012 foi de  11,9%, com 2,24 mil toneladas ante 2 mil toneladas nos oito primeiros meses do ano passado. Com isso, o Estado ocupa o quarto lugar no ranking de consumo, atrás de Mato Grosso, Paraná e São Paulo.
Conforme o presidente do Sindicato das Indústrias de Adubos do Rio Grande do Sul (Siargs), José Carlos Carvalho, a expectativa é de que a alta em volume distribuído chegue a 8% até o final do ano. “É um período de crescimento do mercado. A indústria de fertilizantes vai a reboque com o cenário positivo da agricultura. Os preços dos grãos se mantêm em alta, e a previsão é de crescimento da área plantada com tecnologia, e aí entramos com os insumos necessários para as lavouras”, comenta.
O dirigente lembra também que muitos agricultores buscaram antecipar as compras para esta safra por questões logísticas. Ele avalia que o preço dos componentes para a fabricação dos insumos tem registrado queda no mercado internacional, o que pode facilitar a aquisição pelos produtores. “Isso nos afeta positivamente, mesmo com a alta do dólar, já que os produtos são comprados pelo valor da moeda norte-americana, o que acaba equilibrando o preço”, ressalta.
Sobre a entrada da Petrobras no mercado de produção de insumos, Carvalho salienta que não fará diferença para as indústrias gaúchas a fabricação dos componentes em território nacional, isso porque os preços dos fretes dentro do País são mais altos do que vindos de outros continentes. “É mais barato trazer estes componentes do Marrocos para Rio Grande do que tirar de Uberaba, Minas Gerais, para cá. Falta uma logística favorável”, explica. Segundo dados da Petrobras, no Brasil, entre 2003 e 2012, o consumo de fertilizantes passou de 22,8 milhões de toneladas para 29,6 milhões, o que configurou crescimento de 30% no período.

Fonte: Jornal do Comércio | Nestor Tipa Júnior