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Mais um trecho da BR-163 é liberado para caminhões

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Ruy Baron / Valor

Após reunião ontem com representantes das tradings agrícolas Amaggi, ADM, Cargill, Bunge e Cofco e do Exército, Defesa Civil e Polícia Rodoviária Federal, o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, informou que o trecho de cerca de 100 quilômetros não asfaltado da BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), começou a ser liberado no sentido norte entre o fim da tarde e o início da noite de ontem para caminhões pesados, grande parte deles carregada com soja.

O trecho estava parcialmente interditado desde a semana retrasada em decorrência das fortes chuvas que, além de atrapalharem a colheita de soja em diversos polos de Mato Grosso, como Rondonópolis, provocaram os atolamentos e buracos na rodovia que resultaram na fila de caminhões.

Quintella estimou que daqui a dois ou três dias a pista será totalmente liberada no sentido Santarém. Só depois disso, o Departamento Nacional de Infraestrutura de transportes (DNIT) poderá retomar as obras de pavimentação, suspensas devido às chuvas. A fila de caminhões que compromete o escoamento de soja da safra 2016/17 tem 40 quilômetros e soma 1,2 mil caminhões atualmente, mas já chegou a ter 4 mil veículos.

"Criamos hoje um grupo de trabalho com a Polícia Rodoviária Federal e o Exército para vistoriar os dois pontos da BR-163 que ainda estão estrangulados e esperamos que o fluxo melhore", afirmou Quintella. "À medida que a fila for liberada, novos caminhões poderão circular, mas dependemos muito do clima ainda", disse.

Há uma semana, a Polícia Rodoviária e o Exército estão no trecho problemático da BR-163 para tentar organizar as filas de caminhões e facilitar o acesso do Dnit.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que participou do encontro, disse que 11 navios contratados por tradings deveriam ter atracado nos portos do Norte para carregar soja nas últimas semanas, mas em função das filas de caminhões desviaram sua rota para portos do Sul. Segundo ele, essas empresas já acumulam prejuízos de US$ 6 milhões em multas por atrasos no embarque. "O problema é que nem toda essa carga de soja tem espaço para embarcar no Sul", afirmou Blairo.

Por Cristiano Zaia | De Brasília

Fonte : Valor