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Mais de 75% da área plantada de algodão já foi colhida no Mato Grosso

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Alta do dólar ameniza a desvalorização do algodão no mercado internacional. Qualidade da pluma também anima os agricultores.

Centenas de fardos de algodão estão espalhados pelo campo. De longe parecem até uma cidade, mas de perto revelam que a colheita está a todo vapor. Campo Verde, no sudeste de Mato Grosso, é a principal região produtora de pluma no estado, com mais de 235 mil hectares cultivados. O operador Daniel Araújo conduz apressado a colheitadeira. "Tem que acelerar porque em setembro agora já começa o plantio de soja, começa a chover aí não dá pra parar", declara.

Vão ser pelo menos mais dez dias de trabalho neste ritmo pra conseguir terminar a colheita dos 1.400 hectares da fazenda. Este ano, os produtores da fazenda investiram mais na lavoura, principalmente em adubação e o resultado está aparecendo agora na hora da colheita. A produtividade média  chega a 179 arrobas de pluma por hectare, quase 10 a mais do que na próxima safra. O que tem deixado o agricultor ainda mais animado é a qualidade da pluma, que está bem superior a de safras superior. “O mercado quer algodão melhor, e quem tem um produto de melhor qualidade vende mais fácil", diz Milton Júnior Garbugio, agricultor.

No mercado internacional o algodão vale cerca de 20% a menos que há um ano. O que está amenizando a situação é a alta do dólar. Em um ano, a moeda norte-americana ficou 60% mais cara, o que impulsionou as cotações aqui no Brasil.

A arroba saltou de  R$ 52,40 em agosto do ano passado, para R$ 69 agora. "A variação cambial ajuda muito, porque os custos em reais estão exigindo menos quantidade de algodão para serem pagos", explica Carlos Menegati, diretor comercial da Cooperfibra.

A expectativa é que a produção chegue a 870 mil toneladas de pluma, 12% a menos do que na safra passada, por conta da diminuição da área plantada.

Luiz PatroniCampo Verde, MT

Fonte : Globo