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Lucro da Terra Santa subiu mais de 11 vezes

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A comercialização antecipada da produção e o alto rendimento da safra 2016/17 levaram a Terra Santa (ex-Vanguarda), uma das maiores empresas dedicadas à produção de soja, milho e algodão do país, a registrar lucro líquido no primeiro trimestre de 2017 mais de 11 vezes superior ao visto no mesmo período de 2016.

Conforme informações enviadas à Comissão de Valores Imobiliários (CVM), o lucro líquido da empresa somou R$ 33,07 milhões, alta de 1.021% sobre os R$ 2,95 milhões do mesmo trimestre de 2016. O resultado reflete o aumento da produtividade das lavouras da companhia. "Se você comparar com o mesmo trimestre do ano passado, a produtividade saiu de 50 sacas de soja por hectare para 60,04 sacas", afirmou Arlindo Moura, presidente da Terra Santa.

Segundo ele, o resultado mostra que 2017 será o ano que "confirmará a virada de 2016". "Temos a incógnita que é o dólar, mas se permanecer na faixa dos US$ 3,20, a chance de fechar o ano com lucro é quase total", disse.

Com 100% da soja comercializada, a companhia vendeu a saca por, em média, US$ 10,91 o bushel. Ontem, os contratos com vencimento em julho em Chicago fecharam a US$ 9,75 por bushel.

Da safra de milho, cuja colheita deve ser iniciada em junho, a Terra Santa já vendeu 72% da produção estimada, com valor médio de US$ 5,41 o bushel, bem acima dos US$ 3,75 o bushel para os contratos com vencimento em julho. "O preço negociado para o milho não foi espetacular, mas é maior que a média de venda do mercado", ressaltou Moura.

No primeiro trimestre, a Terra Santa teve receita líquida de R$ 346,60 milhões, alta de 4,6% na comparação anual. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 67 milhões, aumento de 2,5 vezes, e a margem ficou em 19,4%, 11,3 pontos percentuais acima do mesmo trimestre de 2016.

Para a safra 2017/18, as expectativas são positivas. "Não será tão boa quanto a safra 2016/17, mas não será ruim", afirmou o CEO. A produtividade da soja deve ficar em 57 sacas por hectare no próximo ciclo. A estimativa para o rendimento do milho é de 118 sacas por hectare, enquanto para o algodão é de 267 arrobas por hectare, ambas estáveis em relação ao previsto para a atual temporada.

A Terra Santa também está otimista em relação aos custos no próximo ciclo. Segundo Moura, as compras de insumos já foram iniciadas e indicam que os custos devem ser menores que os da safra 2016/17.

(Kauanna Navarro | De São Paulo)

Por Kauanna Navarro | De São Paulo

Fonte : Valor