Lucro da divisão agrícola da FMC cai 32%

A divisão de soluções agrícolas da americana FMC, dedicada à fabricação de agroquímicos, apurou uma receita de US$ 392,4 milhões no primeiro trimestre de 2015, queda de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, informou a companhia. O lucro das operações continuadas antes de impostos também recuou no período: 32% na mesma comparação, para US$ 81,8 milhões.

Em comunicado que acompanhou o balanço, divulgado ontem, a FMC disse que fatores como "a desaceleração da demanda em função da menor pressão de insetos e estoques mais elevados que o normal no Brasil", além de taxas de câmbio voláteis, impactaram negativamente os resultados.

"Os três primeiros meses de 2015 foram caracterizados por movimentos cambiais extremamente voláteis, um alto grau de incerteza nos mercados agrícolas globais e ventos contrários a culturas específicas nos mercados de proteção de cultivos no Brasil", disse Pierre Brondeau, presidente e CEO da companhia.

No mesmo comunicado, a multinacional destacou, ainda, que o cenário de incerteza macroeconômica é reforçado pelas expectativas atuais em relação a taxas de juros, preços das commodities agrícolas e do petróleo.

"A FMC espera que as contribuições aos ganhos com a aquisição da Cheminova, incluindo ganhos iniciais de sinergia, a contínua propagação da resistência de plantas daninhas na América do Norte e América Latina, e ganhos de participação de mercado aumentem os lucros do segmento de um percentual de um dígito alto a dois dígitos baixos em 2015", afirmou a companhia.

O anúncio da aquisição da Cheminova pela FMC foi realizado em setembro do ano passado, mas o negócio foi concluído apenas em abril desse ano. De origem dinamarquesa, a Cheminova também é voltada à fabricação de agroquímicos. A FMC estima que essa aquisição resulte em sinergias de até US$ 120 milhões nos três primeiros anos.

O braço agrícola respondeu por 59,5% da receita total da FMC no primeiro trimestre de 2015, que somou US$ 659,4 milhões – uma queda de 13% frente ao mesmo intervalo do ano passado. A companhia registrou ainda um prejuízo líquido atribuído aos controladores de US$ 46,8 milhões, ante lucro líquido de US$ 65,6 milhões no trimestre encerrado em 31 de março de 2014. Além das operações no segmento agrícola, a multinacional atua também nos mercados de saúde, nutrição e lítio.

Fonte: Valor | Por Mariana Caetano | De São Paulo