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Linha direta

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Na lista de ligações realizadas e recebidas do celular de Joesley Batista, que faz parte dos documentos da delação premiada, não há tantos telefonemas trocados entre o empresário e executivos do mercado financeiro. O banco J.P. Morgan se destaca pelos contatos diretos com o controlador do grupo J&F. Entre os meses de agosto de 2016 e março de 2017, há frequentes ligações com Patrícia Moraes, chefe do banco de investimento do J.P. Morgan e filha do ex-ministro da Agricultura Marcus Vinícius Pratini de Moraes, que já ocupou vaga no conselho da JBS. José Berenguer, presidente do J.P. Morgan, também foi interlocutor de Joesley no período, embora com menos frequência. De acordo com uma fonte com conhecimento do assunto, o banco representa a PepsiCo, interessada em comprar a fabricante de produtos lácteos Vigor, controlada pela J&F. Mas a negociação não foi para frente por uma discordância de preço. Agora, os bancos Bradesco e Santander possuem novo mandato de venda da empresa de laticínios. Os executivos do J.P. tinham linha direta, dada a proximidade do passado. Patrícia Moraes foi a banker responsável por intermediar as primeiras investidas da JBS nos EUA. Alguns outros nomes que aparecem na lista, embora com menos frequência do que os executivos do J.P., são José Vita, do BTG Pactual, e Flávio Valadão, do Santander.

Fonte: Valor | Por Vanessa Adachi | De São Paulo