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Óleos vegetais puxam o índice de preços de alimentos da FAO

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O índice de preços de alimentos da FAO, o braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação (FAO) subiu 0,8% em setembro na comparação com agosto e alcançou o segundo maior patamar do ano. O indicador chegou a 178,4 pontos, 4,3% acima de setembro de 2016.

A alta mensal foi puxada sobretudo pelos grupos formados por óleos vegetais – que reflete as oscilações da soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro – e lácteos. O indicador que mede especificamente o comportamento dos óleos vegetais atingiu o teto em sete meses (171,9 pontos), em virtude de uma disparada do óleo de palma derivada da queda da produção na Ásia. Mas o óleo de soja também subiu, diante de preocupações com o atraso no plantio do grão na América do Sul, principalmente no Brasil.

O índice para lácteos ficou em 224,2 pontos, também o pico deste ano, devido a restrições de oferta na Austrália, Nova Zelândia e União Europeia. Com o resultado de setembro, que representou a quinta valorização consecutiva do grupo, o indicador dos produtos lácteos, que em boa medida reflete as cotações internacionais do leite em pó, voltou a um nível que não se via desde 2014.

Ainda de acordo com o levantamento da FAO, os preços internacionais do açúcar também subiram no mês passado – mas moderadamente, em razão do quadro de oferta global relativamente confortável -, as carnes se mantiveram estáveis e os preços dos cereais recuaram 1,6% na comparação com agosto, em consequência do amplo suprimento de milho da América do Sul, novamente influenciado pelo Brasil, onde a segunda safra bateu recorde histórico, e de uma farta produção de trigo na Rússia.

Por Fernanda Pressinott | De São Paulo

Fonte : Valor