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Lançada soja transgênica verde e amarela

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O Sistema de Produção Cultivance foi desenvolvido por meio de cooperação técnica entre a Embrapa e a Basf

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou nesta terça-feira, 25, o Sistema de Produção Cultivance – a primeira soja geneticamente modificada totalmente desenvolvida no Brasil. "O Sistema Cultivance é, antes de tudo, motivo de muito orgulho para todos nós. Representa uma alternativa especial para o produtor brasileiro porque auxilia no manejo de resistência das plantas daninhas na lavoura de soja", disse a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, durante o lançamento.

O Cultivance, segundo a Embrapa, foi desenvolvido ao longo de 20 anos por meio de uma cooperação técnica entre a Embrapa e a empresa Basf. O sistema combina a utilização de cultivares de soja geneticamente modificada com o uso de um herbicida com amplo espectro de ação para o manejo de plantas daninhas de folhas largas e estreitas. "Este produto não vem para tomar o lugar do outro, mas para fazer uma rotação. É uma forma de dizer que estamos tapeando as plantas daninhas", disse a ministra. "Além disso, nada melhor que concorrência. Com dois produtos, a tendência é que o preço da semente caia." Segundo ela, o Brasil precisa estimular a pesquisa aplicada. "Se os produtores conseguirem produzir com mais qualidade e custo mais baixo, os alimentos chegarão ao mercado com preço menor", ponderou.

A ministra afirmou que é preciso dobrar o orçamento da Embrapa, atualmente ao redor de R$ 3 bilhões. Para a ministra, investir na Embrapa pode ser vantajoso para o País. "Somente com a tecnologia desenvolvida pela empresa de fixação biológica do nitrogênio o Brasil economiza anualmente R$ 12 bilhões", relatou. Kátia Abreu ainda voltou a falar sobre a Aliança Nacional para Inovação Agropecuária, projeto que quer estimular a produção científica da Embrapa. "Se a Embrapa fosse hoje cobrar legitimamente como uma empresa privada, esse orçamento deveria ser muitíssimo maior", comparou. "A Aliança para Inovação será um legado, um passo a mais do que a Embrapa deu até aqui", observou.

O objetivo do projeto é criar uma rede de pesquisa com a Embrapa como elo entre os pesquisadores do setor privado. "Sob o comando da Embrapa, teremos uma grande aliança, uma grande rede de pesquisa", disse. Ela também voltou ao discurso de união entre iniciativa privada e setor público. "Não queremos ficar distantes da iniciativa privada. Não temos o preconceito de que pesquisa tem que ficar longe de comércio. Produzimos pesquisa para ser comercializada, democratizada e usada pelas pessoas, sempre com o objetivo de beneficiar a sociedade, porque é dinheiro público que está por trás também", afirmou.

 ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte: BDO